Uma só vaga para o Senado: Sinônimo de prestígio e dinheiro!

(Reguffe, Gim, Magela, Fraga e Olair)

Por: Walter Brito

A disputa para o Senado em Brasília em 2014, promete ser a mais acirrada de sua história. O saudoso senador goiano Onofre Quinan, dizia que: “o Senado é um pedacinho do céu, mas para chegar lá, precisa de muito prestígio e dinheiro, principalmente se a disputa for por uma vaga. Vale lembrar ainda que, a então vice-governadora Arlete Sampaio, muito prestigiada à época do governo Cristovam, teve grande chance de ser senadora. Ela inclusive, era tão querida nesse período pelo eleitorado de Brasília, quanto Reguffe é hoje. Eis que surge, direto da Câmara Legislativa do DF, Luiz Estavão, um novato da política e sem apoio das elites intelectuais do DF, mas muito dinheiro para mobilizar as massas da periferia de Brasília. Estevão obteve 460.947 votos enquanto Arlete, foi derrotada com 347.663 votos.

O quadro atual é muito semelhante ao do passado, conforme pesquisa publicada abaixo. Reguffe é o primeiro, enquanto Gim Argello do PTB é o segundo colocado. Em terceiro aparece Geraldo Magela do PT. Para o eleitor leigo, Antônio Reguffe do PDT é praticamente imbatível. Além, de ter sido o deputado federal mais votado proporcionalmente do Brasil, o seu mandato na Câmara, o coloca entre os primeiros do Congresso Nacional, além de ser o segundo colocado para governador de Brasília. Ele foi sem dúvidas o político brasiliense que mais capitalizou para si, os frutos dos movimentos de rua nos últimos meses. Entretanto, Reguffe não tem o domínio de seu partido, que tende a coligar com o PT, o que está fora de seus planos. Fala-se na possibilidade do parlamentar ser o candidato ao Senado, tendo como candidato ao governo Rodrigo Rollemberg do PSB. Neste caso, Reguffe terá dificuldades de conseguir patrocinadores para sua campanha, pois em Brasília a eleição majoritária será uma das mais caras do país, de acordo com analistas da política. Resta ao Reguffe, a possibilidade da aprovação do REDE Sustentabilidade de Marina Silva. Caso em que, será candidato ao governo e, Chico Leite ao Senado. Como a Marina obteve 41% para presidente da República na última eleição em Brasília e continua na liderança, com o dobro de intenção de votos do segundo colocado Aécio Neves, esta chapa poderá surpreender.

No caso da candidatura do senador Gim Argello, depende muito da composição entre os caciques da política de seu grupo ideológico, tais como: Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Luiz Pitiman, Eliana Pedrosa, Jofran Frejat, Paulo Octávio, Izalci Lucas, entre outros. Se este time, estiver unido e, Gim for o único candidato do grupo ao Senado, aliado à sua trajetória como o senador, que mais aprovou leis e trouxe dinheiro para Brasília e Entorno, em todos os tempos, o petebista tem grandes chances de crescer, principalmente pelo fato de contar com a simpatia do Palácio do Planalto.

Geraldo Magela disputou voto a voto, o governo do DF contra Joaquim Roriz em 2002. Ele é o político mais prestigiado pelo Palácio do Buriti atualmente, comandando a poderosa secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal. Magela será o único candidato do PT com total apoio de Dilma Rousseff, Lula e a militância do partido, que é uma das mais aguerridas do país e, joga tudo na reta final da campanha.

Correm por fora ainda, as pré-candidaturas de Alberto Fraga do DEM e Olair Francisco do PTdoB.

Acreditamos que Onofre Quinan tinha razão, pois prestígio e dinheiro serão fundamentais para vencer o pleito.

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