Roberto Carlos não é racista, mas nunca prestigiou a negritude brasileira.

Por Walter Brito

Somos todos fãs do eterno rei da música popular brasileira, Roberto Carlos. Desde a década de 60, esse cara que se encarnou na pele e na alma do povo latino americano, inspirando-se em temas como: O Caminhoneiro; Mulheres de Óculos; Mulheres Gordinhas; Mulheres de 40; Namoradas dos amigos, passando pela linha religiosa como, Jesus Cristo e Guerra dos Meninos.

Robertão chega firme aos 72 anos de idade no mês de abril e, com quase seis décadas de música, com mais dois sucessos emplacados, via novelas da TV Globo: Esse cara sou eu e Furdúncio. O rei se apresentará publicamente no final do ano, no seu clássico programa de natal da TV Globo, ao lado do cantor negro Seu Jorge e outras estrelas do Show Bussines.

É um orgulho para qualquer brasileiro, ter como ídolo, um dos maiores vendedores de discos do mundo com mais de 120 milhões de cópias. E o melhor, ele continua nesse mesmo embalo, num momento em que Barack Obama se firma como homem mais poderoso do planeta terra e Joaquim Barbosa, assume por méritos, a presidência da Suprema Corte brasileira.

Nós afrodescendentes, que representamos mais de 60% da população brasileira e ajudamos efetivamente a construir o nosso País, gostaríamos de ver o rei Roberto Carlos, não só, ao lado do também famoso cantor Seu Jorge, na festa do natal, mas cantando um tema que reflita a realidade de nosso povo, que tem profundas raízes na África.

  • O cantor Leonardo, amigo do rei de longa data, costuma nas rodas com os afrodescendentes, cantarolar a música inédita, “Mulher Negra”, autoria de um compositor goiano. Seria uma bela homenagem de Roberto Carlos e Leonardo, a gravação da melodia que prestigia a mulher negra brasileira.

    Parabéns Roberto Carlos! Continue sendo o cara, que você é. Continue Lendo...

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