Roriz vem aí!

(Joaquim Roriz)

Por: Walter Brito

A incerteza dos rumos da economia, com o avanço da inflação e o inexpressivo crescimento do PIB, certamente refletirão na sucessão presidencial e consequentemente nos estados e Distrito Federal. Entretanto, Dilma que está em plena campanha e usa a mídia a seu favor o tempo todo, ganharia no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, o que não é garantia para os seus companheiros nos estados.

Em Brasília, por exemplo, o governador Agnelo Queiroz do PT e umbilicalmente atrelado ao Palácio do Planalto, não consegue surfar nos números da pesquisa que favorecem a presidenta Dilma por incompetência administrativa, principalmente na área da saúde, onde ele por ser médico, se dizia um expert. Os hospitais da capital brasileira estão em estado de calamidade pública, com equipamentos sucateados, falta de médicos e até medicamentos de primeira necessidade.

 A consequência é o ressurgimento de Joaquim Roriz, que governou o DF por 14 anos e ainda hoje, influencia pelo menos um terço do eleitorado. Vale lembrar que na eleição de 2010, a dona Weslian, esposa de Roriz, conseguiu levar a eleição para o segundo turno, contrariando as previsões do Ibope, Data Folha, Vox Populi e Soma. Todos afirmavam que Agnelo venceria no primeiro turno e erraram. A dona de casa, que nunca foi candidata a nada e sem nenhum traquejo com a política, capitalizou a popularidade do marido nos bolsões de pobreza do Distrito Federal, além de obter maioria, quase absoluta, na Região do Entorno, onde 100 mil eleitores residentes nos 19 municípios da RIDE, votam no Distrito Federal. Foram eleitas com votações expressivas, as duas filhas do casal Roriz: Jaqueline para a Câmara e Liliane para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Além de Roriz, surgem como opções para governar Brasília, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), Reguffe do PDT, Eliana Pedrosa do PSD e o governador Agnelo do PT, que deverá se candidatar a reeleição.

Como se vê tudo pode acontecer e as articulações já estão a todo vapor. O senador Rollemberg depende da confirmação da candidatura presidencial de Eduardo Campos, o que poderá ficar só nas especulações. Reguffe será a grande novidade, se conseguir viabilizar sua candidatura. Deputado mais votado proporcionalmente do país tem o apoio do partido em Brasília, entretanto, o seu PDT está comprometido com o projeto de reeleição da presidenta Dilma. O que Reguffe mais quer é a garantia do apoio de Marina Silva ao seu nome. Ela foi a mais votada para presidente no DF e continua com boa aceitação na capital brasileira. Caso Marina consiga o registro de seu partido o Ride, com vistas às eleições de 2014, Reguffe poderá migrar para a nova sigla e disputar o governo, com possibilidades de ir para o segundo turno, contra Agnelo ou Roriz. No caso do Roriz não sair candidato, ele viabilizará um nome para substituí-lo e com muita força, principalmente se a deputada distrital Liliane for à vice.