Primavera na Capital do Cristal

  • Por Walter Brito

    A primavera que começou no dia 23 de setembro, lá no município de Cristalina foi marcada pela invasão dos tanques que divergem muito dos tanques russos que invadiram Praga, numa longínqua primavera. Entretanto, ambas tiveram o mesmo objetivo: A luta pelo poder. Nesse sentido, os aprendizes de Goebbels e Nicolau Maquiavel, usaram e abusaram de seus métodos mais radicais: Perseguiram; ameaçaram; deram porradas; atiraram e esfaquearam; invadiram casas de jornalistas; confiscaram jornais por meios de falsos policiais; compraram votos e até dizem por aí, que hackearam urnas eletrônicas. Coisa para a verdadeira Polícia Federal investigar.

    Enquanto isso, a vida passa serena e soberana na capital brasileira do Cristal. Os pássaros parecem cantar mais afinados, acompanhando o trotar dos caminhantes: urbanos, da zona rural e andarilhos.

    Na Avenida Camilo de Andrade, os ginastas, atletas e pessoas comuns, se confundem na pista de cooper, desde a madrugada, à procura da boa forma física, combate ao colesterol e os quilinhos a mais, adquiridos muitos deles, nos churrascos oferecidos por políticos compradores de votos. Lá na zona rural, os madrugadores de plantão, caminham em direção à roça, aos pastos e aos currais. No sábado que antecedeu a votação, dezenas de chácaras e fazendas nos arredores da cidade, foram palcos de churrascos com carnes fartas e de todas as espécies; os coquetéis de frutas para os naturalistas; queijos e vinhos, para os mais sofisticados; champanhe e caviá para a diretoria, entre outros variados coquetéis. Logo após as festas de arromba, vinham as propinas em notas de 100. Diversos segmentos da sociedade, foram os convivas: comerciários; moto-taxistas, pedristas; garçons e garçonetes; jogadores de cartas e aposentados; entre outros.

    Comenta-se nos bastidores da política em Cristalina Velha, point de diversos pensadores da política e da boemia escondidinha, que mais de 12 milhões de reais foram gastos nos 3 meses do embate, que dizem ser democrático.

    Passeando pelas ruas Goiás e 7 de Setembro, nota-se que o comércio se aquece rapidamente. São malas compradas à vista; roupas de banho então, nem se fala; as lojas estão arrebentando. Os quiosques de beira de estrada e das periferias da cidade, bem como o comércio informal, aumentaram 60% em oito dias. As obras que estavam paradas, tanto às do Poder Público, quanto as construções de iniciativa privada, contratam pedreiros, marceneiros e serventes, nos últimos dias de forma tão forte, que alguns estão vindo de Luziânia, Valparaíso, Novo Gama e até Brasília.

    Devagar e desconfiadamente, a economia da cidade vai dando os seus passos, com a injeção que veio da disputa eleitoral, que gastou 137 mil reais por dia, durante três meses. Muitos são categóricos em afirmar que odeiam política, apesar dos pesares.

    Enquanto isso, já no meio da primavera cristalinense, as mangueiras, bananeiras, goiabeiras e outros pés de frutas tropicais estão abarrotados de frutas e flores de todas as cores: Rosa, violeta, amarela, vermelha, etc., que enfeitam as ruas, quintais e pomares da quase centenária Cristalina.

  • Bodim

  • Entrevistado pela reportagem, um especialista em quintais e pomares da cidade, disse o seguinte:” O povo de Cristalina elegeu o governo que merece. Eu também quase fui el

    eito vereador, quem sabe o povo acerta melhor na próxima e me elege prefeito”, concluiu Bodim.

    A oposição afirma, que os caminhões de Cestas-básicas, distribuídos pela Situação e flagrados pela Justiça eleitoral, impedirão Attié de assumir o mandado no dia 1 de janeiro de 2013.

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