Kassab vira estrela da política nacional

Por WB

A disputa pela cadeira de Dilma Rousseff, certamente passará pela eleição do prefeito de São Paulo, carro-chefe da nação brasileira e, maior laboratório eleitoral da América Latina. É lá que se concentra a maior diversidade de opiniões em todos os segmentos sociais, devido ao elevado caldeamento populacional de todas as etnias e estados brasileiros, especialmente a população nordestina. Estes são os responsáveis pela a ascensão do PT ao poder, quando elegeram Lula por duas vezes e Dilma Rousseff em 2010.

Na ânsia pelo poder, cada grupo político puxa a sardinha para o seu lado, desrespeitando acordos feitos anteriormente e deixando claro que, o fio do bigode é coisa do passado, não combinando mais com o mundo moderno e globalizado.

  • Gabriel Chalita, Michel Temer e Paulo Skaf


  • O constitucionalista Michel Temer domina essa seara como ninguém. Ele passou a perna no Henrique Meirelles e ocupou folgadamente a vice-presidência do Brasil. Vale lembrar que o ex-presidente do Banco Central, filiou-se ao PMDB com a expectativa de ser vice-presidente da República, alimentado pelo ex-presidente Lula, que perdeu a queda de braço para o esposo da bela Marcela Temer.


    De lá para cá, Temer sempre foi o intruso na República petista. No apagar das luzes da filiação partidária, o estrategista e comandante mor do PMDB, aplicou as lições que aprendeu com o Dr. Ulisses Guimarães e, espertamente filiou Gabriel Chalita ao PMDB de São Paulo. Chalita é fato novo na política e encontra-se em plena ascensão. Jovem, carismático e detentor dos votos da igreja católica, bem como a simpatia de boa parte do clero, fator preponderante para ajudar a eleger um prefeito de São Paulo, como também um governador e até um Presidente da República.

    Kassab deu a volta por cima

  • Kassab, apresenta sua carta na manga: Henrique Meirelles

  • Como se sabe, na política não tem bobo, já dizia o ministro Sérgio Motta. O sangue árabe de Gilberto Kassab, o conduziu ao poder como vice-prefeito de Serra, que deixou a prefeitura paulistana para governar o estado e fazer escada para o Planalto, o que não deu certo.

    Com paciência, perspicácia e muita inteligência, Kassab, assimilou tudo de bom que os caciques do DEM tinham e, levou consigo na cartola, algumas maldades baianas, catarinenses e goianas. Kassab sabia que, para viabilizar o PSD precisava de apoio efetivo dos poderosos do Planalto, bem como a simpatia da sua comandante-chefe.

  • Marta declinou do Anhangabau, mas, está de olho no Bandeirantes em 2014

  • O prefeito de São Paulo costurou pessoalmente o seu projeto, como se fosse um alfaiate. Convenceu o PT, que seria aliado de primeira hora do governo Dilma. Quando os companheiros de José Serra e os pensadores ligados ao presidente Lula perceberam o golpe do libanês, “agora Inês é morta”, e o PSD já tinha se tornado realidade. Serristas e Lulistas plantaram na mídia amestrada, até o último momento que o PSD não seria aprovado. Embalado pela primeira vitória, o dublê de alfaiate e aprendiz de feiticeiro, inspirado na Bahia de Todos os Santos, de uma só cartada, filia Henrique Meirelles ao PSD de São Paulo e nocauteia Serra, Lula, Dilma Rousseff e o PT.

  • Após o tratamento, Lula certamente trabalhará por Fernando Haddad



  • Em consequência disso, Marta Suplicy, que enxerga por detrás do morro, percebendo o golpe, apesar de liderar todas as pesquisas para a Prefeitura de São Paulo, esperou a hora certa para declinar-se de sua candidatura. Recentemente a bela senadora foi à televisão justificando que não queria contrariar o ex-presidente Lula, neste momento de sua luta contra o câncer. Sabe-se que o candidato de Lula é o ministro da educação, Fernando Haddad, que ainda não decolou nas pesquisas




    Meirelles ainda fora das pesquisas

  • Com a saída de Marta, Serra é o preferido

  • De acordo com pesquisas do DATAFOLHA, do mês de setembro de 2011, a senadora Marta Suplicy, tem 29% de intenções de voto, contra 18% de José Serra e 13% de Celso Russomano. Netinho de Paula pontou com 8%, Soninha com 6% e Paulinho da Força com os mesmos 6%. Gabriel Chalita é citado por 3% e Luiz Flávio Borges D’ Urso e Eduardo Jorge, estão empatados com 2%. Votos brancos e nulos somam 10% e 3% estão indecisos.

    Faltando onze meses para o pleito que ocorrerá em 7 de outubro, muitas águas ainda irão rolar por debaixo da ponte do Rio Tiete.

    Economia poderá mudar o jogo

    Certa vez, o ex-deputado goiano Hely Dourado, amigo de Paulo Maluf e hoje advogado dos poderosos da política nacional, disse o seguinte: “as chaminés das indústrias de São Paulo soltam fumaças verdes, o que simboliza a moeda mais forte do mundo, o dólar”. O ex-deputado goiano quis dizer que São Paulo é capitalista, respira negócios, dinheiro e fortuna e, detém o controle econômico e político do país.

    Com a crise econômica mundial e seus possíveis reflexos na economia brasileira, o nome de Henrique Meirelles encaixa como uma luva para disputar a prefeitura de São Paulo. Só não enxerga quem não quer, pois os árabes têm feelings apurados e, Kassab chegou primeiro.

  • Haddad ainda não pontua nas pesquisas

  • Tudo indica que um dos homens mais conhecidos na economia mundial, ex-presidente do Banco de Boston e um dos responsáveis pelo sucesso do governo Lula, como presidente o Banco Central, é sem dúvidas, um nome forte para a sucessão de Kassab.

    Os principais institutos de pesquisas do país, ainda não analisaram de forma efetiva, o estrago que Meirelles poderá fazer nos próximos meses, rumo à sucessão no Palácio do Anhangabaú. Sabe-se também que a melhor credencial para se chegar ao Palácio do Planalto é ter passado por um dos Palácios de São Paulo.

    Lá na avenida paulista, os engravatados adversários de Kassab, ao perceberem que o prefeito levou a melhor, tornando-se um dos maiores articuladores políticos do país. Eles dão o troco de forma pejorativa: “Kassab faz política com o fígado e não respeita regras.
    "Ele é o turco que atropela”.

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