A honestidade é uma marca forte na política

Por WB

Quando o amigo Grande Otelo morreu em Paris, no dia 26 de novembro de 1993, eu era diretor da Fundação Palmares, à época vinculada à presidência da República. Recebi um telefonema do Palácio do Planalto, para encontro com o senhor presidente Itamar Franco. Ao adentrar o gabinete presidencial, percebi que o “presidente do topete”, estava abalado com o falecimento de seu coestaduano e amigo de longa data, Grande Otelo.

O presidente, juntamente com o ministro da cultura, embaixador Jerônimo Moscardo, pediram-me que os representassem no sepultamento de um dos maiores atores que o Brasil já viu. Lá em Uberlândia, 10.000 pessoas foram se despedir do astro do filme Macunaíma, que se orgulhava em dizer que nasceu próximo ao rio Uberabinha, localidade hoje pertencente a Uberlândia. A partir daí, percebi que além de honesto, Itamar era leal e fiel aos amigos e companheiros.

  • Presidente Itamar Franco e seu conhecido topete

  • Quando Itamar foi nomeado embaixador na OEA, a mídia brasileira se preocupou mais com seu topete e suas namoradas, do que com o legado deixado para os brasileiros: A estabilidade econômica e a marca da honestidade.

    Escrevi e publiquei no Jornal O Parlamento o artigo: Itamar é pai e avô do Plano Real. A publicação foi parar na sede da OEA em Washington.

    Estava em meu escritório, no Kubitschek Plaza Hotel, ao lado do prefeito Délcio, da cidade de Iaciara-GO, quando minha secretária anunciou, que o Itamar Franco, gostaria de falar comigo ao telefone. — Tenho um amigo, que foi assessor do senador Mão Santa – PI, homônimo do ex-presidente. Atendi ao telefone e fui dizendo no tom de brincadeira e intimidade: “Fale FDP...”. Do outro lado, respondeu uma voz calma e serena, “Aqui é Itamar, ex-presidente do Brasil”. – Pedi desculpas e ele emendou: — “Estou ligando para lhe dizer que você é autor do único artigo publicado na mídia brasileira, depois que deixei a presidência da República, cujo teor retrata a realidade e me faz justiça. Agradeço lhe por isso”, conclui.

  • Deputado federal Antônio Reguffe

  • — Foi um momento que me senti parte da história do Brasil, ao receber telefonema de agradecimento do único presidente da história republicana, livre de escândalos de corrupção.

    O povo brasileiro, não deve perder as esperanças, pois, outros exemplos de vez enquanto, aparecem para resgatar a moral e o estrito respeito à coisa pública.

    Conheci o deputado federal Antônio Reguffe, na disputa pela direção da Ordem dos Advogados no Distrito Federal em 2003, quando o seu programa, “Ideias com Reguffe” liderava os debates. Eu coordenava uma das candidaturas que pleiteava a presidência.

    Ali observei o seu diferencial de jornalista ético, com profundas raízes calcadas na palavra honestidade. Foi o que lhe deu a maior votação proporcional, para deputado federal no país em 2010, com 18,95% dos votos válidos (266.456 mil) no Distrito Federal.

  • Vereador Olivar Caetano

  • Esta semana, fui à Cristalina, no Entorno de Brasília, acompanhar os debates para a composição da mesa da Câmara de Vereadores, quando se despede de seu mandato de um ano na presidência, o vereador Olivar Caetano. Além de ter feito um trabalho criterioso, fundamentado nos princípios da ética, da retidão e honestidade, o vereador deixa para o povo de Cristalina, o legado da moral, de um brasileiro que honrou a sua pátria e dignificou o seu povo. Confirmei isto, quando o auditório lotado, o aplaudiu de pé pela sua atitude de comandante maior do legislativo cristalinense.

    Além da brilhante administração, à frente da Câmara de Vereadores, Olivar devolveu ao poder executivo, R$ 260.000,00 que serão revertidos em benefícios daquela municipalidade. Itamar Franco, Antônio Reguffe e Olivar Caetano, mostraram ao povo brasileiro que não basta ser honesto. É preciso parecer e demonstrar a honestidade.

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