Coluna de Diplomacia

Repercussão Internacional

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Embaixadora dos Estados Unidos no Brasil visita Ribeirão Preto Mais próximos

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, decidiu, pela segunda vez, visitar Ribeirão Preto em busca de oportunidades de negócios. Na cidade desde ontem, ela se reuniu com empresários da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) a seu pedido. Foi recebida pelo presidente da entidade, Antonio Carlos Maçonetto (na foto). Na agenda de hoje tem um almoço com a diretoria da Agrishow.

Reforço

Para a visita da embaixadora, a segurança foi reforçada no trecho da Visconde de Inhaúma, entre a General Osório e São Sebastião, onde fica o prédio da Acirp – o estacionamento ficou proibido no lado em que fica a entrada da entidade. Liliana chegou na hora do almoço, escoltada por três veículos da Polícia Civil e seguranças da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

De olho

A embaixadora contou à coluna que veio à Agrishow no passado e decidiu voltar por ter ficado impressionada com a região e o que está acontecendo na parte industrial e comercial. “Achei muito importante voltar neste momento, quando estamos estruturando uma agenda oficial de investimentos e comércio. Essa é uma região muito produtiva”, reforçou.

Na pauta

Entre os pedidos de empresários de Ribeirão feitos à embaixadora esteve a abertura de um consulado norte-americano na cidade, para a emissão de vistos, e a facilitação da exportação para os Estados Unidos. “Vou levar para a Embaixada para ver como podemos facilitar a informação, essa aproximação maior”, disse Liliana, que teceu elogios à região. Ela lembrou que já existem por aqui empresários com negócios com os Estados Unidos, mas diz ver um potencial ainda maior.

Tão esperado

Sobre o encontro agendado para junho entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a embaixadora disse que representará um avanço na aproximação dos dois países. A agenda, prevê, pode ser muito ampla. “É importante para as parcerias de alto nível, seja energia, comercial, ciência e tecnologia, defesa, assuntos globais e regionais”, disse.

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Clima tenso

Empresários e autoridades do setor de agronegócios marcaram presença na abertura da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina. Com tantas presenças ilustres, o único a falar foi o presidente da feira, Fábio Meirelles, que aproveitou a ocasião para “alfinetar” o Governo Federal sobre os incentivos liberados aos produtores. O vice-presidente, Michel Temer, que também estava presente, ouviu tudo quietinho e abriu mão de seu discurso – foi embora sem dar uma palavra. (Leia mais em Política, nas páginas A3 e A4)

Puxão de orelha

Entre os recados que o presidente da Agrishow, Fábio Meirelles, mandou ao vice-presidente, Michel Temer, estava o de que são necessárias “novas esperanças dentro dos desafios que a sociedade está a enfrentar”. Também cobrou mais política de Governo para o setor sucroenergético, acesso a novos mercados, redução da burocracia e melhora no sistema tributário. “Não sairemos de nossas atividades, como sempre fizemos ao longo do tempo”, disse, sugerindo que os produtores devem se manter firmes durante a crise do setor.

Amigas Sentadas lado a lado, a prefeita de Ribeirão, Dárcy Vera, e a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, tricotaram durante toda a solenidade de abertura da Agrishow. O assunto foi casamento, já que a ministra oficializou sua união há pouco tempo.

Lei Agrícola

Por outro lado, Kátia Abreu também reforçou que está trabalhando no Congresso por uma Lei Agrícola como a existente em outros países. “Não queremos mais viver no improviso de Plano-Safra, onde [na lei] o seguro agrícola será o mais importante: para intemperes climáticas e de renda”, disse, reforçando que quer um planejamento estratégico para os produtores brasileiros.

Sem cortes

A ministra também tranquilizou os agricultores. “Excessos em outras áreas estão sendo cortados, mas a agricultura não é vista como excesso e estamos trabalhando para continuar normalmente”, afirmou, referindo-se aos cortes de gastos do Governo Federal.


Estados Unidos condenam ataque contra embaixada da Rússia em Kiev

Os Estados Unidos condenaram neste sábado (14) o ataque à embaixada russa em Kiev e pediram às autoridades ucranianas que cumpram com sua obrigação de dar segurança "adequada" a qualquer sede diplomática.

Os Estados Unidos condenam o ataque à embaixada russa em Kiev e pede às autoridades ucranianas que cumpram com suas obrigações da Convenção de Viena para proporcionar uma segurança adequada", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. A Convenção de Viena de 1961 governa as relações diplomáticas e determina a obrigação internacional de proteger as delegações diplomáticas e outras organizações internacionais.

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Agudos promove seminário realizado pela Embaixada de Moçambique

Mostrando mais uma vez que está na rota do desenvolvimento, a cidade de Agudos promove, na manhã do dia 24 de abril, o Seminário “Moçambique: oportunidades de investimentos no turismo e outros setores econômicos”. Para o evento, a prefeitura de Agudos, por meio da Secretaria de Turismo, recebe uma comitiva da Embaixada do país, que vai falar sobre o mercado local e os negócios que estão em alta em Moçambique.

O objetivo da visita é estabelecer parcerias comerciais e turísticas entre as cidades da região de Agudos e o país africano. O público alvo do seminário são os empresários do setor privado de diversos ramos de atividades, entre eles de agricultura, indústria, comércio e infraestrutura, bem como, instituições acadêmicas, mídias, autoridades governamentais e outros setores econômicos.

Para o prefeito Everton Octaviani, o momento é favorável aos negócios. “Agudos está vivendo uma fase muito boa nos setores do comércio e da indústria e com essa abertura de mercado de Moçambique, podemos alavancar ainda mais esses setores. Acredito que a Copa do Mundo vai abrir muitas portas para os empresários brasileiros em outros países, como os da África”, afirma ele.

A comitiva de Moçambique é formada pelo embaixador da República de Moçambique, Manuel Tomás Lubisse, pelo conselheiro econômico para turismo e cultura, Romulado Johnam e pelo conselheiro econômico para o comércio, Jaime Nicol´s.

O evento será realizado no Seminário Santo Antonio de Agudos, das 8h30 às 11h e vai contar com a presença do prefeito Everton, que vai abrir a rodada de intercâmbio de informações entre Moçambique e as cidades da região. O seminário também conta com a parceria do Comtur (Conselho Municipal de Turismo de Agudos).


Embaixador do Cazaquistão visita Santa Catarina para discutir parcerias

Embaixador do Cazaquistão visitou Santa Catarina nesta segunda (14)

O embaixador do Cazaquistão, Bakytzhan Ordabayev, visitou Santa Catarina e se reuniu na tarde desta segunda-feira (14) com o governador Raimundo Colombo. Segundo o governo catarinense, o objetivo da visita foi viabilizar parcerias econômicas entre os dois governos. Entre os assuntos abordados durante a reunião está o interesse do Cazaquistão em importar a carne suína produzida no estado e o intercâmbio tecnológico de produção no setor.

Durante a passagem pelo estado, o embaixador também visitou a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Empresários e órgãos do governo catarinense e do Cazaquistão se reuniram para discutir a apresentação de propostas de negócios.

De acordo com o governador, Santa Catarina é o maior produtor brasileiro do setor e também o único estado a exportar carne suína para o Japão. "A posição de destaque no cenário nacional chamou a atenção de Ordabayev, que disse que o país asiático tem muito interesse em estar mais presente na América Latina e, em especial, no Brasil", comentou Colombo.

Colombo destacou a posição que a região ocupa atualmente no mercado internacional como um dos fatores para o aumento do interesse comercial no estado. "Antes, o mercado internacional que buscava o Brasil voltava-se muito para São Paulo e Rio de Janeiro. Agora, esse interesse se amplia para outros estados e Santa Catarina se destaca pela força da nossa economia e pela nossa qualidade de vida”, disse.


Representantes das embaixadas de três países ficam satisfeitos com estrutura hospitalar em Cuiabá

Com o advento da Copa em junho em Cuiabá, uma das cidades sedes do evento, representantes de três embaixadas vieram para a capital conhecer a estrutura hospitalar que prestará atendimento às autoridades durante o Mundial.

Os representantes do Japão, Estados Unidos e do Canadá estiveram no hospital Santa Rosa que será um dos que prestarão serviço de saúde durante o Mundial.

Autoridades da Embaixada do Canadá estiveram no dia 3 de abril na unidade de saúde privada para ver a estrutura do Pronto Atendimento da instituição. A visita consiste em reconhecer a estrutura do hospital visando o atendimento ao turista. Acompanharam os membros da embaixada o presidente do Hospital, José Ricardo de Mello, o diretor clínico, Cervantes Caporossi e a gerente de Marketing, Eli Soares.

Após percorrer a estrutura do Complexo Hospitalar, a equipe pontuou que o Hospital tem uma boa estrutura para atendimento e declarou que ainda vão percorrer dez cidades das doze que são sedes. A Capital foi a segunda cidade a ser visitada.

Os representantes da embaixada do Canadá, disse que viram todos os questionamentos estavam respondidos e que o Hospital está nas proximidades da Arena Pantanal e já conta com um plano de como proceder caso algum turista precise de atendimento. A embaixada estima que de seis a dez mil canadenses estejam no país na época dos jogos do mundial.

Embaixada dos Estados Unidos

No dia 2 de abril quem visitou o Complexo Hospitalar foi a Embaixada do Estados Unidos. O médico da Embaixada americana, Philip Nelson, percorreu a estrutura do Hospital para conhecer o atendimento da instituição.

O médico Haruki Matsunaga acompanhou os membros da Embaixada e declarou que a estrutura do agradou os visitantes. "Ficaram satisfeitos.O Hospital está moderno, bem aparelhado. Apresentamos a melhor impressão que eles podiam ter", falou.

Embaixada do Japão

A primeira visita realizada por uma embaixada referente a Copa foi no dia 14 de fevereiro pelo cônsul-geral do Japão no Brasil, Noriteru Fukushima. Acompanharam o cônsul-geral na visita, o cônsul do Japão em São Paulo, Motohiro Hoshiono e o presidente da Associação Nipo Centro Oeste Brasil, Yuji Izawa.

Após a apresentação das instalações do Hospital realizada pela diretora assistencial Mara Nasrala, a comitiva foi recebida pelo diretor vice-presidente do Santa Rosa, Dr. Guilherme Maluf, que na oportunidade destacou a estrutura da unidade hospitalar com mais de mil médicos cadastrados e informou sobre os novos projetos da instituição.

Para o presidente do Santa Rosa José Ricardo de Mello essas visitas são importantes para que as delegações vejam que o hospital tem estrutura para receber os turistas, autoridades e atletas que venham precisar de serviços médicos. “Tivemos inclusive um treinamento com médicos alemães referente a como proceder em um evento como esse que ao mesmo tempo é a oportunidade de mostrarmos que temos competência para atender, mas também sabemos que aumenta e muito a responsabilidade porque tratamos de vidas”, afirmou José Ricardo.


Falta de acordos impede investimentos no Brasil, afirma embaixador indicado para Emirados Árabes

Vasconcellos ressaltou potencial de investimentos do fundo soberano de Abu Dhabi

O Brasil tem perdido investimentos pela falta de acordos de bitributação com alguns países, como os Emirados Árabes Unidos e Cingapura. O ponto de vista foi defendido pelo diplomata Paulo Cesar Meira de Vasconcellos, indicado para embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos e sabatinado nesta quinta-feira (10) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Vasconcellos e mais dois outros indicados, Sérgio Elias Couri, para Santa Lúcia, e José Mauro da Fonseca Costa Couto, para o Sudão, tiveram seus nomes aprovados pela comissão. Suas indicações deverão ser votadas pelo Plenário do Senado.

Ao anunciar seus planos, Vasconcellos defendeu o aproveitamento do grande potencial de investimentos do fundo soberano de Abu Dhabi, o maior dos sete emirados árabes, que dispõe de cerca de US$ 800 bilhões. Segundo o diplomata, esse fundo já manifestou interesse de investir em portos e outros empreendimentos na área de infraestrutura do Brasil.

Obstáculos

O presidente da CRE, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), perguntou a Vasconcellos como o Itamaraty pretende atuar a fim de superar obstáculos à celebração do acordo para evitar a dupla tributação com países como os Emirados, que integram a chamada black list.

Essa lista inclui países com tributação favorecida (PTFs), que ignoram as autoridades fiscais estrangeiras, não cooperando internacionalmente para trocas de informações. A Receita Federal brasileira considera PTFs os que não tributam a renda ou a tributem com alíquota máxima inferior a 20%.

Em resposta, Vasconcellos afirmou que o Itamaraty tem feito todos os esforços junto à Receita Federal a fim de flexibilizar a "posição rígida" em relação a países como os Emirados Árabes Unidos e Cingapura. Uma das estratégias em busca de uma fórmula satisfatória, como informou o diplomata, é dar início a conversações entre funcionários da Receita brasileira e suas congêneres nesses países.

Uma alternativa, na avaliação de Vasconcellos, pode ser a celebração de acordo restrito para evitar a bitributação, aplicável apenas a investimentos em infraestrutura realizados pelos fundos soberanos. Segundo o diplomata, a Receita, quando dá parecer contrário a esses acordos, considera apenas os aspectos tributários "e não vê o marco maior do interesse nacional".

Direitos

Relatora da indicação de Vasconcellos, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse ter lido várias críticas ao desrespeito aos direitos humanos e principalmente aos trabalhadores estrangeiros nos Emirados Árabes Unidos. Em resposta, o indicado reconheceu que o país não possui as características de uma democracia ocidental, estágio político que, segundo ele, ainda vai demorar alguns anos. Conforme disse, o país tem apenas 42 anos e, há 50, os emirates (como são chamados os ali nascidos) andavam de camelos, pescavam e plantavam tâmaras.

– A primeira geração, que fundou o país, vive de acordo com as tradições de seus antepassados. A segunda geração, que estudou no exterior, teve contatos com pessoas de outros países, mas a evolução é lenta – acrescentou.

Crimes

Ricardo Ferraço perguntou a Costa Couto, indicado para o Sudão, como ele pretende conduzir as relações com o Sudão, país cujo presidente, Omar al-Bashir, foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade durante os conflitos em Darfur, em que morreram mais de 300 mil pessoas.

O indicado disse que as relações com o Sudão têm uma perspectiva de longo prazo e se estabelecem não com os governantes, mas com o país.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) considerou "muito pragmática e estranha" a política externa brasileira. Segundo ele, predominam interesses de algumas empresas, que "têm gerenciado as representações e a abertura de embaixadas brasileiras".

Sem dirigir nenhum questionamento aos três diplomatas sabatinados, o senador disse ter dificuldade para entender uma política vinculada a interesses econômicos, "com desprezo absoluto a motivações" que o levaram a dar seu apoio aos dois últimos governos do PT.


Diplomata incentiva negócios Brasil-Iraque

Para o embaixador Bernardo de Azevedo Brito, que lançou livro sobre o país do Oriente Médio na Câmara Árabe, as empresas brasileiras não podem 'deixar este mercado inexplorado'.

São Paulo – O embaixador Bernardo de Azevedo Brito defendeu nesta quarta-feira (09) que as empresas brasileiras busquem negócios no Iraque. “O Brasil não pode deixar este mercado inexplorado”, disse o diplomata durante lançamento do seu livro Iraque: dos primórdios à procura de um destino na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo. Ele foi embaixador do Brasil no país árabe de 2006 a 2011.

Segundo Brito, a obra é destinada principalmente a acadêmicos e empresários que tenham interesse em conhecer o quadro político e econômico iraquiano. Para ele, as notícias sobre o Iraque que chegam ao Brasil passam uma “imagem deformada”. “E isso desestimula a ida ao Iraque”, declarou.

O embaixador ressaltou que, apesar da violência, o Iraque é um país “que cresce de 8% a 9% ao ano” e que realiza “investimentos maciços”. “É uma economia extremamente importante e com grandes perspectivas no Oriente Médio”, destacou.

Nesse sentido, ele citou a importância do trabalho da Câmara Árabe na promoção do comércio bilateral. “A Câmara Árabe, durante a minha gestão, graças ao [diretor-geral] Michel [Alaby], sempre respondeu ao chamado da embaixada”, afirmou. “Eu faço votos que a entidade insista nessa linha pioneira de abrir mercados no Oriente Médio onde eles são promissores”, acrescentou.

Alaby, por sua vez, descreveu o diplomata como “desbravador do mercado do Iraque” e “um dos idealizadores da política externa Brasileira para a região do Levante e países vizinhos”. Antes da embaixada no Iraque, Brito foi chefe da representação brasileira em Ramallah, na Cisjordânia.


Embaixada contabiliza emissão de 80 mil vistos para os EUA

A emissão de vistos para brasileiros viajarem aos Estados Unidos durante o mês de março aumentou 13% em relação ao mesmo período de 2013. A Missão Diplomática processou um total de 84.279 vistos, sendo mais da metade – 46.341 vistos – solicitações oriundas do consulado instalado em São Paulo.

De acordo com o órgão estadunidense, o consulado do Recife foi o que registrou maior crescimento da demanda. A procura por vistos aumentou 24%, com um total de 24.395 entre janeiro e março deste ano.

Nesses três primeiros meses de 2014, a soma das emissões realizadas nos consulados de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife foi de 258.753 vistos.


Governador do Paraná recebe embaixador do Irã no Brasil

Governador Beto Richa recebe o embaixador da República Islâmica do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ganezadeh. Presentes também: o secretário da Representação do Paraná em Brasilia, Amauri Escudero; o coordenador-geral da Copa 2014 no Paraná, Mario Celso Cunha; e o deputado estadual Mauro Moraes.Curitiba, 07-04-14.

O governador Beto Richa recebeu nesta segunda-feira (07), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a visita do embaixador da República Islâmica do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeh. Ele esteve na cidade para discutir parcerias econômicas e os preparativos para a Copa do Mundo de 2014

A seleção iraniana fará no dia 16 de junho em Curitiba sua primeira partida no mundial contra a seleção da Nigéria. "Foi uma oportunidade de mostrar os potenciais econômicos e turísticos do nosso Estado", disse Richa. A comitiva do embaixador foi formada por empresários e assessores.


Lista com sobrenomes que teriam direito à nacionalidade espanhola não é oficial

Lista é baseada em projeto de lei que corre no parlamento espanhol

Uma lista com dezenas dos sobrenomes mais comuns no Brasil, como Lopes, Oliveira, Silva e Fernades, causou alvorço entre os brasileiros nas últimas semanas. Compartilhada milhares de vezes nas redes sociais, a lista sugeria que as famílias que levassem um dos mais de 5 mil sobrenomes listados teriam direito à cidadania espanhola.

A lista foi divulgada como um documento oficial do governo espanhol, mas, segundo a Embaixada da Espanha no Brasil, os nomes não foram divulgados pelo governo. A divulgação da lista tem base em um projeto de lei que tramita no parlamento espanhol. Mais de 520 anos depois, os parlamentares querem reconhecer a nacionalidade de descendentes de judeus expulsos do País em 1492. Se aprovada, a lei deve alcançar cerca de 3,5 milhões de pessoas. A maioria vive em Israel, mas o texto também contempla descendentes em outros países, inclusive o Brasil.

O presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Ricardo Berkiensztat, recebeu diversas ligações e pedidos de informações sobre o assunto nos últimos dias. — Não chegou a ser um alvoroço, mas várias pessoas se identificavam, queriam informações. A primeira coisa que fiz ao saber foi ligar para o cônsul espanhol em São Paulo, que me esclareceu que a lista é falsa, não é oficial. Pedimos às pessoas que nos ligam para procurar o consulado.

Apesar da disposição dos parlamentares espanhóis, não é tarefa fácil obter a nacionalidade espanhola. Ao contrário do que está sendo divulgado nos textos que circulam pela internet, ter o sobrenome sefardita (judeu descendente de espanhol ou português) não basta. Um anteprojeto de lei determina as regras para quem quiser obter o passaporte de lá. Antes de tudo, é necessário provar a descendência de judeus, o que não é nada fácil.

Documentação

O solicitante deve apresentar uma série de documentos às autoridades espanholas. Entre eles, está um certificado da autoridade rabínica competente, legalmente reconhecida no país de residência habitual, além de um certificado da Federação das Comunidades Judaicas da Espanha que verifique que a pessoa em questão é sefardita. Segundo Berkiensztat, as comunidades de judeus vindos da Espanha são bem organizadas no Brasil. — Nós não temos um cadastro global de judeus, mas temos um cadastro importante. Temos as sinagogas exclusivamente sefarditas, mas não é uma lista que está pronta. Em São Paulo, temos 60 mil judeus. Desses, aproximadamente 6 mil se enquadrariam na lei. De acordo com o presidente da Federação Israelita, a maior concentração de sefarditas no Brasil está nas comunidades de Belém e Manaus.

Prazo

Caso a lei seja aprovada, os candidatos devem apresentar a sua documentação durante um período de até dois anos após a publicação da lei no Diário Oficial. Em entrevista ao jornal El Pais, o presidente da Federação de Comunidades Judías da Espanha, Isaac Querubim Caro, disse que a medida trará mais segurança a judeus em áreas de conflito ou em países onde são perseguidos. — É um gesto muito, muito importante. Não devemos esquecer que essa medida não tem apenas uma dimensão sentimental, mas também prática, pois pode salvar a vida de judeus em estado de risco. Na verdade, gestos como este já salvaram vidas no passado, como durante a Segunda Guerra Mundial. E a verdade é que ainda há países onde os judeus não são tão confortáveis ou protegidos como em outros, e em algum momento pode precisar generosidade espanhol e hospitalidade.

História

A expulsão dos judeus foi ordenada pelos Reis Católicos, em 1492, na campanha de homogeneização religiosa da Espanha. Muitos sefarditas (judeus originários de Portugal e Espanha) se estabeleceram em novas comunidades. Só em 1948 o Estado de Israel foi reconhecido como pátria dos judeus. Segundo informações da Confederação Israelita no Brasil, no período colonial (1500-1822), milhares de portugueses cristãos-novos vieram para o País, mas eles não tinham comunidades organizadas. Até a proclamação da Independência, em 1822, o catolicismo era a religião oficial e não havia liberdade para a prática de outras religiões.


Brasil e Suíça assinam Acordo de Previdência Social

Mais de 44 mil brasileiros que residem na Suíça serão beneficiados com o acordo

Acordo de Previdência Social entre o Brasil e a Suíça foi assinado em solenidade realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Uma vez ratificado por ambos os países, o acordo beneficiará mais de 44 mil brasileiros que vivem na Suíça, bem como os cidadãos suíços que residem no Brasil. Trata-se da décima maior comunidade brasileira no exterior. A importância é ainda maior em termos relativos, tendo em vista que a população suíça é forma por 8 milhões de pessoas. Aposentadoria por idade, pensão por morte e aposentadoria por invalidez são os benefícios contemplados.

Firmaram o tratado bilateral em Seguridade Social o ministro interino da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado; o chefe do Departamento Federal de Assuntos Econômicos, Educação e Pesquisa da Confederação Suíça, Johann Schneider-Ammann; e o embaixador da Suíça no Brasil, André Regli, em cerimônia que contou com a presença do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Lindolfo Alves.

“A economia tem lógica por si só bastante dinâmica. As empresas se instalam nos diversos países e, tendo em vista os critérios de disponibilidade de emprego e de mão de obra, os trabalhadores se deslocam para essas nações. Isto é, a globalização econômica é movimento que naturalmente atravessa fronteiras”, esclareceu o ministro inteiro, Carlos Eduardo Gabas, ao ser indagado sobre a importância do Acordo. “Já a proteção social precisa da intervenção do Estado, pois não se realiza por vontade pura do mercado. Assim, é necessária a forte participação dos Estados nacionais para que essa proteção ocorra”, concluiu Gabas.

O ministro interino destacou que outros acordos estão em andamento. O texto de acordo com Israel, por exemplo, foi recentemente concluído; enquanto a convenção multilateral no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está prestes a ser assinada. Segundo Gabas, dois eram os desafios principais: acordos com o Japão e com os Estados Unidos. O com o Japão está em pleno funcionamento, com trabalhadores aposentados já pelos termos do acordo. “Tendo em vista o tamanho da comunidade, o nosso principal desafio atual é o acordo com os Estados Unidos”, esclareceu.

Segundo Gabas, desde 2003, a orientação é muito clara: a cobertura previdenciária deve ser ampliada, alcançando os brasileiros que moram no Brasil e também os não residentes. Tendo em vista a abrangência, convenções multilaterais são preferíveis aos acordos bilaterais. Convenções, porém, por envolverem muitas partes, são mais difíceis de serem concluídas. Assim, o governo empenha-se, simultaneamente, na conclusão dos tratados bilaterais.

No Brasil, para que seja concluído, o acordo deve ter a ratificação – que é competência do Chefe do Poder Executivo Federal – autorizada pelo Congresso Nacional. Após o pleno trâmite por ambos os países, realiza-se a troca dos instrumentos de ratificação, momento a partir do qual o acordo passa a ter vigência nos ordenamentos jurídicos internos de ambas as nações e no plano internacional.


Brasil e Chile trocarão informação sobre crimes das ditaduras

Brasil e Chile defendem gestão da Unasul perante desconfiança de María Corina

Brasília, 3 abr (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, e do Chile, Heraldo Muñoz, acertaram nesta quinta-feira uma troca de informação sobre as violações de direitos humanos registradas em ambos os países durante as últimas ditaduras.

vernos' e, além disso, existe o 'simbolismo' que tanto a presidente brasileira, Dilma Rousseff, quanto a governante chilena, Michelle Bachelet, foram 'perseguidas' por essas ditaduras, declarou Muñoz, que hoje visitou Figueiredo em Brasília.

O Brasil foi governado por regimes militares entre 1964 e 1985, enquanto o Chile viveu sob a ditadura do general Augusto Pinochet de 1973 a 1990. O chanceler chileno disse que seu país 'acumulou muitos dados sobre a repressão', nos quais há informação sobre brasileiros detidos após o golpe liderado em 1973 por Pinochet, que derrubou ao presidente Salvador Allende.

Muñoz acrescentou que existe informação inclusive sobre 'torturadores brasileiros' enviados ao Chile pela ditadura e outros dados sobre a cooperação de ambos os regimes no marco da chamada 'Operação Condor'. Segundo Muñoz, 'o passado não pode ser esquecido' e as sociedades 'devem encontrar-se com suas histórias', por isso, esse acordo será tratado com 'a maior importância'.

Durante o encontro em Brasília, que representa a primeira viagem internacional de Muñoz como ministro das Relações Exteriores, também foi estipulado que um diplomata brasileiro será incorporado à missão chilena que ocupa um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU. Além disso, o Brasil colocará à disposição do Chile as suas embaixadas nas nações em que não está presente o país austral, a fim de colaborar de uma maneira 'mais estreita' com a gestão chilena perante a ONU, disse Figueiredo.

Segundo Muñoz, esse acordo e o pactuado na área de direitos humanos lhe darão uma maior 'densidade' a uma relação que já é 'muito intensa' nos planos econômico e comercial. O chanceler lembrou que o Brasil é o principal destino dos investimentos externos chilenos, que cifrou em cerca de US$25 bilhões e dos quais afirmou que 'geram 100 mil empregos'. Figueiredo, por sua vez, ressaltou que o Chile é o terceiro parceiro comercial regional do Brasil, com uma corrente de troca que, no ano passado, alcançou a soma de US$8.800 milhões.

Ele aproveitou a oportunidade para reiterar as condolências do Brasil pelo terremoto que estremeceu na última terça-feira o norte do Chile, e reafirmou a disposição brasileira para 'ajudar em tudo o que for possível e necessário'. Muñoz agradeceu 'a preocupação' e explicou que as autoridades de seu país ainda analisam se será necessário algum tipo de ajuda externa.


Embaixador da Argélia quer laços com Sorocaba

Embaixador Djamel - Eddine Bennaoum pede aos políticos boa recepção para seleção

Embaixador da Argélia tenta estreitar laços comerciais com Sorocaba, onde sua seleção ficará na Copa

A visita do embaixador da Argélia, Djamel-Eddine Omar Bennaoum, a Sorocaba, teve mais do que uma vistoria no centro de treinamento do Atlético Sorocaba, onde a seleção do seu país planeja ficar durante a Copa do Mundo, mas para estreitar laços comerciais entre sorocabanos e argelinos. O embaixador conversou nesta segunda-feira (31) com o prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) e terça foi à Câmara.

As relações comerciais entre Sorocaba e a Argélia são fracas, assim como com demais países africanos, mas há um enorme potencial de crescimento, conforme diz o prefeito Pannunzio (leia artigo na página 4). O único destino do continente entre os 30 países que mais importam de Sorocaba é a África do Sul, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os sul-africanos estão em 15º lugar do ranking referente a janeiro, com US$ 2,3 milhões (22% a menos do que foi gasto no mesmo mês do ano anterior).

“Peço aos sorocabanos torçam para a Argélia. Se passarmos pela primeira fase [enfrentarão Bélgica, Coreia do Sul e Rússia], pois nossa estadia na cidade será maior”, disse Bennaoum, que achou a cidade de Sorocaba bonita e com o trânsito melhor que de São Paulo. Nosso país está ao norte da África, é uma ex-colônia da França e muito perto da Europa. Creio que não é preciso nenhum cuidado particular com hábitos ou costumes brasileiros”, afirmou o embaixador.

Assinatura de acordo com federação sairá em dez dias

Apesar de ter feito uma visita oficial do prefeito Pannunzio para pedir uma boa recepção ao seu pais, o embaixador argelino disse que ainda faltam alguns acertos entre o Atlético Sorocaba e a Federação da Argélia, para sacramentar a estadia e que tudo deverá estar assinado em dez dias.

Acompanhado do primeiro-secretário da Embaixada Chafik Mohamed Kellala, Bennaoum, questionado sobre a expectativa de quem vive na Argélia em conhecer Sorocaba melhor, disse que no país, o Brasil é conhecido só por duas coisas: Rio de Janeiro e samba. E que TVs tentam colar a imagem do Rio com a Argélia na Copa, mesmo com a seleção só com jogos marcados em Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

Torcida não deverá vir para a cidade

Os 23 atletas, comissão técnica e de gestão chegam no fim de maio no Brasil. Entre 2 mil a 3 mil torcedores "oficiais" acompanharão a seleção, e eles só irão nas três cidades onde ocorrem os jogos, portanto, não virão a Sorocaba. Apenas profissionais da imprensa devem aparecer. As obras no CT (finalização do hotel, substituição dos três gramados e asfaltamento no estacionamento), devem ser concluídas no fim deste mês.


Embaixador diz que Minas receberá três mil belgas durante a Copa

Diplomata também revelou preocupação com obras no Aeroporto de Confins, que não ficarão prontas para o Mundial

O embaixador da Bélgica no Brasil, Jozef Smets, informou que cerca de três mil torcedores belgas devem vir a Belo Horizonte para a partida contra a Argélia, no dia 17 de junho, no Mineirão. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira durante visita ao secretário de Estado de Turismo e Esportes, Tiago Lacerda, na Cidade Administrativa.

Durante o encontro, foram discutidos temas como as relações comerciais entre Minas Gerais e a Bélgica, segurança na Copa, a obra de ampliação do Aeroporto de Confins e a preparação do Estado para o Mundial. "A Copa tem sido uma excelente oportunidade para ampliarmos nossas relações comerciais. Queremos estreitar ainda mais esses laços após o evento. Vimos que Belo Horizonte é uma cidade que expira prosperidade econômica”, disse o embaixador sobre a relação de Minas com o país belga.

Também foi discutida a criação do (CICCR) Centro Integrado de Comando e Controle Regional, que integra forças de segurança do município, estado e governo federal.

Aeroporto. Durante o encontro, também foi apresentada a situação do Aeroporto de Confins, que causa preocupação ao diplomata. 

“É a única obra para a Copa que não estará pronta. Esse cenário nos preocupa. Estamos esperando essa quantidade, de aproximadamente 2.700, mas pode ser que venham mais torcedores porque sempre há aqueles que viajam apenas pela festa, mesmo sem ter ingressos. Eles chegaram no Rio para depois se deslocarem até Minas”, ressaltou Smets.

Segundo o diplomata, os torcedores belgas deverão viajar de ônibus do Rio de Janeiro para Belo Horizonte. Além do jogo no Mineirão, a seleção da Bélgica ff “O segundo confronto da Bélgica será contra a Rússia, no dia 22, no Rio de Janeiro. O último da fase de grupos será contra a Coreia do Sul, em São Paulo no dia 26 de junho.


Embaixador da Ucrânia pede ao Brasil para não ficar 'em cima do muro' em relação à Crimeia

Na CRE, Tronenko citou países da América Latina que se declararam contra separação da Crimeia

O embaixador da Ucrânia, Rostyslav Tronenko, pediu nesta quinta-feira (27) ao governo brasileiro para não ficar “em cima do muro” em relação à invasão da Crimeia, até então parte integrante do território ucraniano, por tropas russas, e sua posterior anexação à Federação Russa. Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), ele recordou que outros países da América Latina – como Argentina, México, Panamá e Costa Rica – já se manifestaram pela integridade territorial da Ucrânia.

- O mundo e o Brasil devem ajudar a Ucrânia a enfrentar essa agressão flagrante. Pedimos que não fiquem em silêncio. A Ucrânia está pronta para dialogar e envolver negociadores internacionais, somos um povo de paz. Mas nunca vamos ceder e comprometer a nossa soberania. Ninguém está pedindo ao Brasil para comprar uma briga por causa da Ucrânia, mas não queremos que nosso parceiro estratégico fique em cima do muro, um país que pretende ocupar um lugar no Conselho de Segurança da ONU – afirmou em português Tronenko, que é casado com uma brasileira.

Ao responder a uma pergunta do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da CRE, sobre a legalidade do plebiscito que mostrou a maioria da população da Crimeia a favor da anexação da península à Federação Russa, o embaixador afirmou que o plebiscito foi “inconstitucional à luz do Direito ucraniano e do Direito Internacional” e foi realizado sem a presença de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU).

- Como província da Ucrânia, apenas nosso Parlamento poderia propor o plebiscito. A pergunta deveria ser se querem ou não se tornar independentes da Ucrânia. Caso a resposta fosse positiva, uma vez independente, a Crimeia poderia buscar sua anexação à Rússia em novo plebiscito. Estariam assim cumpridas as formalidades legais – observou Tronenko.

Durante o debate, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) questionou se o resultado do plebiscito teria sido diferente se realizado em “condições adequadas”. Por sua vez, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse não saber onde o Direito Internacional teria sido ferido, como havia enfatizado o embaixador.

- Se o Direito preza pela soberania territorial, também preza pela autodeterminação dos povos. E a história da Crimeia se entrelaça com a da Rússia – afirmou Vanessa, que relatou ter estado em Moscou no momento da invasão da Crimeia e ter percebido uma “grande unanimidade” na sociedade russa a favor da operação.

Já o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse ter sentido a impressão de que a população teria sido coagida no plebiscito na Crimeia. Ele concordou com o embaixador a respeito da necessidade de o Brasil tomar uma posição mais clara a respeito do tema.

- O que mais se tem de respeitar é a soberania. O Brasil precisa sair de cima do muro, sim. Ou é parceiro ou não é. Ficar em cima do muro não contribui com nada – alertou Cyro.


Árabes pela paz: Embaixador homenageado em Dia da Comunidade

Durante evento da Câmara Árabe, que contará com um páreo de cavalos árabes, o Embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto será condecorado por sua atuação nas negociações entre Palestina e Israel

BRASÍLIA [ ABN NEWS ] — A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira vai homenagear o Embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto - subsecretário-geral político para a África e Oriente Médio, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil - durante evento comemorativo ao Dia da Comunidade Árabe no Brasil, a ser realizado, na próxima segunda-feira, dia 31, no Jockey Club de São Paulo. Por sua atuação de destaque nas negociações de paz entre Israel e Palestina, o diplomata brasileiro receberá a homenagem “Personalidade Câmara Árabe”.

“Entre outras condecorações, o Embaixador Paulo Cordeiro já foi homenageado, anteriormente, com a ‘Medalha do Pacificador’, concedida pelo governo brasileiro a personalidades que tiveram destaque em ações de paz”, afirmou o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. Natural de Salvador (BA), o diplomata também presidiu, em 2009, a Comissão de Assuntos Administrativos e Orçamento do Organismo para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (OPANAL), na Cidade do México (México). Dois anos antes, foi o representante brasileiro na Conferência de Alto Nível sobre Operações de Paz Multidimencionais e Integradas (Oslo, Noruega).

ONU

Em 1997, participou de missão junto à Organização Mundial das Nações Unidas - ONU, em Nova York, como conselheiro. Outras das condecorações que recebeu foram: a Medalha Jubileu de Ouro da Vitória na Segunda Guerra Mundial, a Ordem de Rio Branco - Grã Cruz e a Ordem do Mérito da Defesa - Grande Oficial.

Formado em História pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (DF), em 2006, assumiu posto de ministro de Primeira Classe. Também já foi condecorado, em 2012, com a Ordem do Mérito Naval - Grande Oficial e, em momentos distintos, atuou como presidente honorário da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (Toronto), bem como ocupou o cardo de embaixador do Brasil na Embaixada em Ottawa, entre outros.

Para completar a programação do evento, a grande atração desta edição do evento – promovido anualmente pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira – será um páreo especial de cavalos árabes, no qual o jóquei vencedor também será homenageado com a entrega de um troféu exclusivo encomendado especialmente para a ocasião.

Sobre a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira representa 22 países árabes, foi fundada em 1952 e tem como missão aproximar comercialmente o Brasil dos países árabes, incrementando intercâmbios culturais e turísticos entre árabes e brasileiros. A entidade oferece diversos serviços, como certificação de documentos, informações de mercado, traduções, realiza eventos e workshops. Disponibiliza, também, o Espaço do Conhecimento Comercial, um centro de referência para pesquisas das relações entre o Brasil e os países árabes.


Copa do Mundo leva embaixador do Irã à Bahia

Embaixador do Irã no Brasil visita a Bahia e é recebido pelo governador Jaques Wagner

Torcida iraniana e jogo da seleção contra a Bósnia leva embaixador do Irã a conversar com autoridades baianas. Uma maratona, assim pode ser definida a visita oficial de dois dias, quarta-feira (21) e quinta-feira (22), que o embaixador do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeh fez a Salvador, onde teve encontros com o Governador Jaques Wagner; o Secretario da Copa, Ney Campello; além de outras autoridades, jornalistas e empresários locais.

No encontro com o governador, Ghanezadeh falou sobre a instalação de um pequeno posto consular iraniano na capital baiana, para dar suporte aos torcedores iranianos, caso venham ter alguma dificuldade ou problema, como perda de documentos ou saúde, durante a permanência na cidade, para o jogo Irã e Bósnia no dia 25 de Junho. Ainda durante o encontro, o embaixador convidou o governador baiano a visitar o Irã, e Wagner disse que mesmo em final de mandato poderia aceitar o convite de uma viagem ao país persa, levando uma comitiva de empresários interessados em parcerias de negócios com o Irã, que é a décima quarta economia do planeta e o primeiro PIB do Oriente Médio.

Secretaria da Copa

Na reunião com o Secretário Ney Campello, conversou sobre a preparação do estado para o período dos jogos, nos meses de junho e julho. A finalidade principal da visita foi dialogar sobre as ações e conhecer os projetos que possibilitarão uma adequada recepção aos turistas, jornalistas, autoridades e jogadores iranianos que chegarão à Bahia em virtude do jogo do dia 25 de junho. Ainda neste encontro compareceram o Chefe de Gabinete, Jorge Wilton, o coordenador de Relações Internacionais e Esportivas, Marco Costa, e a Assessora Especial, Adriana Tapioca.

O secretário Ney Campello explica que três assuntos foram os principais pontos da reunião. "Conversamos sobre o atendimento que será prestado aos torcedores, sobretudo, em relação a orientações e recepção. Também falamos sobre segurança e um item especial que se refere à intenção do Irã em promover no estado uma Semana Cultural Iraniana, através da qual a cultura, produções cinematográficas e demais aspectos do Irã serão trazidos para os torcedores que comparecerão ao Mundial", elenca.

Arena Fonte Nova

Durante a estadia, o Embaixador ainda teve a oportunidade de conhecer a Arena Fonte Nova. O diplomata conheceu as instalações do estádio em Salvador (BA) ao fazer um tour que passou por camarotes, gramado, sala de imprensa, lounge e outros pontos. Acompanhado por um tradutor, Mohammad elogiou o estádio e disse esperar que o Irã consiga avançar para as oitavas de final. "Achei um belo estádio, percebo que é novo e possui boas estruturas e boa gestão e, por este motivo, acredito que teremos um bom jogo na Arena. Pretendemos passar da primeira fase e o jogo na Bahia será muito importante", disse.

"Não sabemos ao certo quantos iranianos virão ao Brasil e, em especial à Bahia, mas acreditamos que sejam em torno de 4mil, muitos oriundos do próprio Irã e outros que moram em países, como os Estados Unidos, Canadá e Alemanha, além de membros da comunidade iraniana no Brasil", estima o Embaixador. A autoridade Iraniana diz estar na expectativa de que o torcedor baiano seja um reforço a mais torcendo pelo time iraniano.

O embaixador também destacou a boa relação entre iranianos e brasileiros. "Os iranianos são amantes do futebol e, para nós, o Brasil é conhecido justamente pelo futebol. Além disso, sabemos que os brasileiros conhecem o Irã por sua cultura e acredito que estes serão os dois pontos que aproximarão os povos, acreditamos que poderemos contar com uma torcida brasileira. Caso a seleção seja eliminada, certamente torceremos para que o Brasil conquiste o título", afirmou.


Engenheira Patricia Cárdenas assumirá embaixada da Colômbia no Brasil

Após vice-presidente rejeitar o cargo por causa de seu cão, a engenheira industrial assumirá a embaixada no Brasil

Bogotá, 18 mar (EFE).- A engenheira industrial Patricia Cárdenas Santamaría assumirá em meados de abril como embaixadora da Colômbia no Brasil, cargo rejeitado pelo vice-presidente Angelino Garzón, disse nesta terça-feira a ministra das Relações Exteriores colombiana, María Ángela Holguín. Cárdenas, irmã do ministro da Fazenda, Mauricio Cárdenas Santamaría, é desde março de 2007 a embaixadora da Colômbia no Japão. 'O Brasil nos deu o beneplácito e a embaixadora estará retornando no mês de abril à Colômbia para transferir-se a Brasília', disse a jornalistas a chanceler Holguín.

Cárdenas, de 55 anos, estudou na Universidade de Los Andes de Bogotá e fez uma especialização em Desenvolvimento Econômico na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Além disso, foi embaixadora concorrente na Austrália e Nova Zelândia, presidiu a Associação Bancária e de Entidades Financeiras da Colômbia (Asobancaria), vereadora de Bogotá e chefe de Escritório de Planejamento e Análise Econômicos Fiscais no Ministério da Fazenda. Cárdenas ocupará o cargo para o qual tinha sido inicialmente designado o vice-presidente Garzón, que há algumas semanas desistiu de assumir a embaixada no Brasil, o que estava previsto para depois de 7 de agosto, dia em que termina o atual mandato.

Garzón argumentou então razões familiares e pessoais para não ser embaixador, mas em entrevista publicada pela última edição da revista 'Semana' disse que não aceitou a nomeação porque um cachorro que tem como animal de estimação 'está muito peludo e o clima quente de Brasília podia lhe prejudicar'. A ministra Holguín manifestou sua surpresa e vergonha para as autoridades brasileiras por essa justificativa de Garzón para não assumir a embaixada. 'O Brasil não pôde comportar-se melhor com o vice-presidente depois de uma resposta dessas. Tenho muita vergonha e ofereço todas as desculpas ao governo brasileiro e a seu povo. Me entristece muito este tipo de respostas do vice-presidente', assegurou Holguín. EFE


Fortunati celebra '1º passo' para RS ter consulado dos EUA em 2015

Prefeito de Porto Alegre participou da inauguração do Centro de Atendimento para Solicitação de Visto (CASV) dos Estados Unidos

O prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati (PDT), comemorou nesta quarta-feira a inauguração do Centro de Atendimento para Solicitação de Visto (CASV) da Embaixada dos Estados Unidos na capital gaúcha. Segundo Fortunati, trata-se do "primeiro passo" para a reabertura do consulado americano em Porto Alegre, o que deve ocorrer até o final de 2015.

Porto Alegre sediou um consulado americano de 1918 até 1996, quando a representação diplomática foi fechada pelo então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. "Eu conversava com o ministro Todd Chapmann (conselheiro da Embaixada dos EUA no Brasil), e comentei a minha relação com o antigo consulado de Porto Alegre. Na década de 70, eu era sindicalista e protestava na frente do consulado. É bom ressaltar que eu não queimei nenhuma bandeira dos EUA", brincou o prefeito.

“Tempos depois, já como parlamentar, liderei uma frente contrária ao fechamento do consulado aqui em Porto Alegre. Isso se deu a partir do entendimento da importância das relações com os EUA, e estamos aqui dando um primeiro grande passo para a reabertura do consulado, o que deve ocorrer no final de 2015", previu. O CASV de Porto Alegre está localizado na avenida Carlos Gomes, 1.501, no bairro Alto Petrópolis, região norte da cidade. O centro é gerenciado pela Computer Services Corporation, empresa contratada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para facilitar o processo de solicitação e renovação de vistos. Além de Porto Alegre, outras cinco cidades brasileiras já contam com CASVs: São Paulo (onde há dois centros), Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

O centro deve facilitar especialmente a vida de quem tem menos de 16 anos ou mais de 66, ou teve seu visto expirado há até quatro anos. Para estas pessoas, segundo Chapmann, não haverá mais a necessidade de se deslocar até o Consulado Geral dos Estados Unidos, em São Paulo. Para os casos de solicitantes de vistos que não se enquadram nesses grupos, porém, o CASV não elimina a necessidade de viagem para a realização das entrevistas presenciais, já que a Agência Consular de Porto Alegre ainda não presta esse tipo de serviço.

Embaixador Todd Chapmann lançou desafio a gaúchos: 'conheçam o meu lindo país'

 

Embaixador cita “momento histórico”

Presente à cerimônia de inauguração, o ministro conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapmann, disse que o novo centro de atendimento facilitará ainda mais o “envolvimento entre os povos” dos dois países, o que é um dos “grandes objetivos” do governo americano. “Estamos diante de um momento histórico, uma grande oportunidade de expandir as relações entre os nossos países. Foram investidos pelo menos US$ 40 milhões em projetos para expandir as seções consulares aqui no Brasil”, disse o embaixador.

Chapmann, que passou o Carnaval no Rio Grande do Sul, se disse encantado com “as maravilhas” da região e lançou um desafio aos gaúchos: “conheçam o meu país lindo”. “Eu passei o Carnaval aqui, conhecendo as maravilhas de Caxias do Sul, de Bento Gonçalves, da serra gaúcha. Faço aqui o desafio: conheçam vocês também as montanhas do Colorado, as praias do Havaí, até mesmo o gelo do Alasca. Com certeza, há muito o que explorar em meu país”, garantiu. Em seu discurso, o prefeito Fortunati brincou com a visita do embaixador. “O ministro Chapmann bebeu o vinho de Bento (Gonçalves), a água do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre), e certamente se tornou um grande gaúcho”, afirmou, arrancando risos dos presentes.

Quando inaugurado, o consulado de Porto Alegre ficará a cargo da cônsul Erin McConaha, que também participou da cerimônia. De acordo com McConaha, o CASV deve atender até 500 pessoas por dia, expandindo gradualmente as suas operações em um prazo de duas semanas. “Na tarde de hoje, devemos trabalhar com cerca de 30% da nossa capacidade. Na semana que vem, devemos chegar a 60% e, na seguinte, 100%”, afirmou.

Sobre os CASVs

O Departamento de Estado americano tem implementado os CASVs em países onde a demanda por vistos é grande. Atualmente, o Brasil é um dos cinco países que mais emitem vistos para os Estados Unidos, com mais de um milhão de vistos processados em 2013.

Para solicitar um visto de não imigrante, os cidadãos brasileiros precisam preencher um formulário online e efetuar o pagamento da taxa de solicitação do visto (MRV). Uma vez paga a taxa, os solicitantes podem agendar sua visita no CASV, onde são coletadas suas informações biométricas, como fotos e impressões digitais. A entrevista presencial, porém, só pode ser feita em uma das representações diplomáticas americanas no Brasil, em um prazo mínimo de um dia após a visita ao CASV.


Embaixador da Coreia do Sul tem interesse em investir no Paraná

O governador Beto Richa recebeu ontem, quarta-feira (12), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Bom-Woo Koo, e uma comitiva de empresários daquele país. Foi a primeira visita do embaixador ao Paraná. Bom-Woo Koo disse que há um grande interesse das empresas coreanas investirem no Estado, principalmente do setor automotivo, com fábricas de autopeças. “O Paraná é um estado com qualidades que, talvez, o resto do país não tenha como infraestrutura, educação e qualidade de mão de obra e valorização da indústria”, afirmou o embaixador.

A reunião da comitiva, formada por empresários e autoridades da Coreia do Sul, contou também com a presença da embaixatriz Lin Youn Ock; do secretário estadual do Planejamento e Coordenação Geral, Cássio Taniguchi; do presidente da Agência Paraná Desenvolvimento, Carlos Alberto Gloger, e do secretário em exercício da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio. O governador ressaltou o interesse comum entre Paraná e Coreia do Sul, tanto na área industrial como cultural, e a disposição em fortalecer a parceria. Ele destacou as oportunidades de investimentos no Estado. “O Paraná é o Estado que mais teve crescimento industrial, segundo pesquisas de instituições estaduais e federais”, afirmou. Richa destacou o desempenho da economia paranaense, lembrando que o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 foi mais que o dobro do PIB dda média brasileira. Ele falou sobre o programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo e sobre as condições favoráveis para atração de empresas nacionais e internacionais.

A reunião entre o governador e a comitiva da Coreia do Sul, organizada pela Agência Paraná Desenvolvimento (APD), deverá garantir uma série de acordos de cooperação. O presidente da agência, Carlos Alberto Del Claro Gloger, explicou que a missão coreana propõe pontos importantes que ampliam a internacionalização do Paraná e viabiliza investimentos no Estado. “É uma relação importante para abrir portas e manter contatos, gerando investimentos, empregos e grandes oportunidades para o Paraná,” destacou.

AUTOPEÇAS – O embaixador Bom-Woo Koo afirmou que o seu país é muito forte no setor automobilístico, principalmente em autopeças, e muitas empresas têm interesse em se instalar no Paraná. Atualmente, os investimentos de empresas coreanas se baseiam em São Paulo e Rio de Janeiro.

O presidente da Associação dos Coreanos de Curitiba, Hyong Jae Han, lembrou que já existe uma empresa em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, fornecedora de amortecedores para a Renault. “A comitiva coreana teve uma boa impressão do Paraná e está querendo sair do eixo Rio-São Paulo. O Paraná sai na frente com o programa de incentivos Paraná Competitivo e as empresas coreanas estão bastante interessadas em investir aqui”, afirmou.

O governador Beto Richa citou as empresas que já se instalaram no Paraná através do Paraná Competitivo, que gerou mais de R$26 bilhões de investimentos. A maior parte delas é do setor automobilístico, como a Renault, a Volvo, a Paccar, a Sumitomo, entre outras que estão em fase de negociação. De acordo com o secretário em exercício da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio, a visita da comitiva coreana foi altamente positiva. “Estamos estreitando laços com a Coreia, que possui um mercado competitivo, tecnologia de ponta, e está muito interessada em investir no nosso estado”, disse.

ECONOMIA – A Coréia do Sul está entre os cinco maiores países em produção industrial. Mesmo com redução da previsão de crescimento este ano, a economia da coreana deve continuar a expandir. As previsões foram feitas na última semana pelo Ministério de Estratégia e Finanças em relatório de perspectiva econômica semestral. O país vem se destacando como uma nação rica, graças à priorização da indústria, do avanço tecnológico, de ganhos de produtividade e em mão de obra amplamente qualificada.


Vice-presidente colombiano rejeita Embaixada no Brasil alegando que seu cão não gosta de calor

Vice-presidente colombiano afirmou que clima quente de Brasília prejudicaria saúde de seu pastor alemão

O vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, recusou uma oferta para se tornar o novo embaixador do país no Brasil, alegando que seu cachorro, um pastor alemão, não se adaptaria às altas temperaturas de Brasília.

Em uma entrevista publicada na revista colombiana Semana, Garzón afirmou que o clima da capital brasileira prejudicaria a saúde de seu cão. Após a declaração do vice-presidente, a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, emitiu um pedido de desculpas ao Brasil, o maior parceiro comercial da Colômbia na região. Holguin descreveu o episódio como "muito constrangedor".

Garzón escreveu uma carta ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, explicando que ele havia rejeitado a vaga por razões pessoais e profissionais, mas nela não mencionou especificamente o caso de seu cachorro. Holguín, por sua vez, disse estar "triste" e "desapontada" com a atitude do vice-presidente colombiano. "Quando ele mencionou problemas pessoais, esperávamos algo mais sério do que isso. É como se ele não percebesse a importância que o Brasil tem para nós", disse ela. Holguín acrescentou que as "desculpas" só prejudicaram ainda mais a imagem da Colômbia na América Latina e seu papel como um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

No início deste ano, Garzón, de 67 anos, anunciou que não concorreria à reeleição junto com o presidente Juan Manuel Santos no próximo dia 25 de maio. Em entrevista à revista Semana, ele afirmou que considera se candidatar ao cargo de Prefeito de Bogotá ou Cáli. "No governo local, você pode ter um impacto maior na melhoria da vida das pessoas do que como vice-presidente", disse ele à publicação.

Questionado pela publicação sobre por que havia recusado o cargo de embaixador no Brasil, Garzón citou seu cachorro. "Recusei a vaga porque o meu cão é muito peludo e o clima quente de Brasília poderia prejudicar a sua saúde", respondeu o vice colombiano. Após as críticas, Garzón defendeu sua decisão e acrescentou, em terceira pessoa: "O cachorro não é propriedade do governo. Aonde Angelino Garzón for, ele vai junto", acrescentou.


Porto Alegre ganha amanhã centro para vistos dos EUA

Ministro conselheiro da Embaixada dos EUA no Brasil, Todd Chappman

Será inaugurado amanhã, às 10h, o Centro de Atendimento para Serviços de Visto (CASV) do governo dos Estados Unidos em Porto Alegre. O ministro conselheiro da Embaixada dos EUA no Brasil, Todd Chappman, iniciará o atendimento amanhã mesmo, após cerimônia de abertura, uma vez que já há agendamentos para renovação do documento, bem como encaminhamentos de novos vistos. O centro funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e também aos domingos, das 13h às 18h.

Ontem, o secretário de Turismo de Porto Alegre, Luiz Fernando Moraes, recebeu a visita de Alexander Werner e Jessica Gorayeb, do Consulado Americano, para detalhamento das informações sobre o novo CASV na capital gaúcha. Segundo Jessica, os procedimentos junto ao CASV são feitos a partir de agendamento prévio pelo call center (51) 3251-0321 ou no site https://usvisa-info.com/. O escritório fica na avenida Carlos Gomes, 1.501, no bairro Três Figueiras.

Em caso de emissão do primeiro visto, o centro faz a coleta dos dados biométricos (digitais) dos solicitantes e a checagem dos documentos necessários antes da entrevista que, por enquanto, ainda precisa ser feita em São Paulo, Recife, Brasília ou Rio de Janeiro – sedes dos escritórios da representação norte-americana no Brasil. Já o processo de renovação do visto pode ser feito todo em Porto Alegre, sem precisar sair do Estado. Além do comprovante do agendamento, o solicitante deve apresentar no CASV o passaporte válido e o formulário exigido. Podem renovar o visto pessoas que tenham o documento vencido nos últimos quatro anos e não precisem fazer entrevista; quem possui vistos de turista com validade máxima de cinco a dez anos vencidos há menos de 48 meses; pessoas com 66 anos de idade ou mais e menores desacompanhados com idade menor ou igual a 15 anos, que possuam ou não visto anterior.


Culpa da cheia histórica do rio Madeira em Rondônia é da Bolívia, diz Dilma

''Pode saber que sempre que você vê isso [cheia do Madeira], meus problemas passam a ser pequenos, os problemas de cada um de nós [também]. É a gente diante da natureza e da força dela. Mesmo assim a gente teima e tende a enfrentar.''

PORTO VELHO - A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que foram os rios da Bolívia, país vizinho a oeste de Rondônia, os responsáveis pela cheia histórica do rio Madeira, que já atingiu mais de 3.500 famílias em Porto Velho (RO). "Nossa avaliação é que houve, de dezembro a fevereiro, um fenômeno [climático] em cima da Bolívia. Ocorreu uma imensa concentração de chuvas [lá]." Segundo a presidente, por isso, os rios bolivianos que desembocam no Madeira provocaram a cheia porque o país vizinho está acima do nível do rio Madeira. "Não temos essa quantidade de água [para resultar na cheia], mas sim os rios que formam o Madeira, nos Andes, o rio Madre de Dios e o Beni."

A petista esteve em Porto Velho e de lá sobrevoou a região afetada pelas águas do Madeira. Durante a visita, a presidente acolheu pedido de calamidade pública da prefeitura. Para explicar a situação da cheia, Dilma usou uma fábula e defendeu as usinas Santo Antônio e Jirau, que estão sendo acusadas de serem as responsáveis pelo problema na região. "É um absurdo atribuir às duas hidrelétricas a quantidade de água que vem pelo rio. E eu até uso a fábula do lobo e do cordeiro. O lobo [bebe água] na parte do cima do rio e diz ao cordeiro: ‘você está sujando minha água’. O cordeiro respondeu: ‘não estou, não. Eu estou abaixo de você no rio’. A mesma coisa é a Bolívia em relação ao Brasil. A Bolívia está acima do Brasil em relação à água", afirmou.

O nível do rio chegou a 19,15 metros acima do nível normal. Segundo a Defesa Civil de Rondônia, 779 famílias estão desabrigadas e 1.699 desalojadas. Há, ainda, outras 1.300 que se anteciparam e deixaram suas casas e foram para residências de parentes e amigos, sem precisar de apoio do governo. "Não é possível olhar para essas duas usinas e achar que elas são responsáveis pela quantidade de água que entra no Madeira. A não ser que a gente acredite na história da fábula do lobo e do cordeiro", disse a presidente. A reportagem tentou, mas não conseguiu falar com a Embaixada da Bolívia em Brasília nem com o consulado do país vizinho em Guajará Mirim (RO).

"Problema pequeno"

Após sobrevoar o rio Madeira, Dilma foi questionada sobre a crise do governo com o PMDB. Diante dos problemas enfrentados pelos moradores da região, disse a presidente, essa questão com a base aliada ficou pequena. "Pode saber que sempre que você vê isso [cheia do Madeira], meus problemas passam a ser pequenos, os problemas de cada um de nós [também]. É a gente diante da natureza e da força dela. Mesmo assim a gente teima e tende a enfrentar." A viagem de Dilma a Rondônia, governado por um peemedebista, Confúcio Moura, foi anunciada ontem. Hoje de manhã, a assessoria da Presidência divulgou a ida dela também para o Acre, Estado comandado pelo petista Tão Viana e que sofre com a cheia do rio Acre. A presidente deixou Porto Velho às 13h30 (horário de Brasília) com destino a Rio Branco (AC). Ela sobrevoará a região e se reunirá com autoridades do Estado.


Gim Argello ajuda a estreitar o relacionamento do Brasil com a África

Vice-líder da Dilma no Senado, Gim Argello, ajuda o Palácio do Planalto a estreitar relacionamento com o continente africano

Por: Walter Brito

O ex-presidente Lula incrementou de forma muito forte as relações entre o Brasil e os países africanos. Vale lembrar, que em 2002, o Brasil tinha apenas 15 embaixadas africanas acreditas em nosso país, hoje elas já são 35. O esforço feito pelo ex-presidente Lula, no sentido de promover o desenvolvimento social; por meio de investimentos, créditos, cooperação e intercâmbio tecnológico; além de incentivar a construção de sólida parceria em temas como: Agricultura, saúde, educação e energia. Vale lembrar, que de 2003 à 2013 o comércio exterior com a África, cresceu de U$ 6 bilhões para mais de U$ 30 bilhões. Também na última década, pelo menos 540 empresas nacionais se instalaram em países africanos. Para facilitar os negócios, o Banco do Brasil e o BNDES destinaram mais de U$ 65 bilhões em crédito de exportação. Os empresários brasileiros querem mais. Nossos empresários querem avançar nos investimentos naquele continente, não deixando o mercado livre somente para países emergentes como a China e a Índia, que já são considerados os maiores negociadores naquele continente.

A presidenta Dilma Rousseff, já deu os primeiros passos para melhorar a educação na África e está investindo cerca de R$ 6 milhões num projeto, que envolve países de língua portuguesa. Com isso, os africanos estão cada vez mais atentos ao Brasil.

(Lamine Kantê, embaixador Sylvestre A.AKA, Senador Gim Argello e o Conselheiro Raymond Daniel Bomoi)

Nesse sentido, no final do mês de dezembro de 2013, o embaixador da Costa do Marfim Sylvestre A.AKA, acompanhado do conselheiro daquela embaixada africana Raymond Daniel Bomoi e do assessor especial Lamine Kantê, estiveram no gabinete do senador Gim Argello (PTB/DF), quando foram oficializar junto ao Congresso Nacional, a visita que o presidente da Câmara dos Deputados daquele país, fará ao Brasil no primeiro semestre de 2014. Entrevistado pela reportagem, o embaixador disse: “O encontro com o vice-líder da presidenta Dilma no Senado, o Senador Gim Argello, foi muito proveitoso. O nosso objetivo foi trazer o documento que oficializa a vinda do presidente da Câmara dos Deputados da Ação Internacional de Côte d'Ivoire (Costa do Marfim) ao Brasil. Vale lembrar, que a sua vinda ocorrerá no primeiro semestre de 2014. A visita ao gabinete do senador Argello, reforça sobremaneira as relações do parlamento brasileiro com o parlamento de nosso país, ao tempo em que fortalece as relações Brasil e África, que cresceu muito nos últimos 10 anos”, declarou.

O senador Gim atendeu à reportagem e disse: “Estou honrado ao receber em meu gabinete o embaixador Sylvestre A.AKA. Ele vem com um motivo especial, que é a visita do presidente da Câmara dos Deputados da Costa do Marfim ao Congresso Nacional. Nesse caso, a democracia será reforçada de parte a parte, o que é fundamental para o avanço do relacionamento econômico, cultural e social entre o Continente Africano e o Brasil. Lembro ainda que, o presidente Lula e a presidenta Dilma, são dois guerreiros nesse sentido. Ressalto também, que sempre fui favorável a todos os investimentos feitos pelo Brasil na África, mostrando de forma clara, que os destinos de nosso país e o continente Africano estão traçados. Agradeço a visita e acredito que o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB), envidará todos os esforços para receber da melhor forma, esta importante autoridade do parlamento da Costa do Marfim”.


Chanceler chinês promete pulso firme contra corrupção e poluição

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi

A Assembleia Nacional do Povo (ANP), o Legislativo chinês, concluiu nesta quinta-feira suas sessões anuais com a promessa do primeiro-ministro, Li Keqiang, de que seu governo será implacável na luta contra a corrupção e a poluição ambiental. Em entrevista coletiva após o encerramento das sessões anuais do Legislativo chinês, Li, que completa agora seu primeiro aniversário de liderança junto ao presidente, Xi Jinping, prometeu que seu governo terá "tolerância zero" com a corrupção.

A China, disse, "é um país sob o Estado de Direito. Não importa quem seja ou que cargo importante ocupe, se violar a disciplina do Partido e a Lei do país, será punido, porque todos somos iguais perante a lei". O primeiro-ministro chinês não citou, no entanto, exemplos concretos, nem se referiu à aparente investigação aberta contra a principal acusação em décadas, contra o ex-chefe dos serviços de segurança chineses Zhou Yongkang.Zhou se tornou a grande pergunta sem resposta da ANP. Apesar de ser ainda, pelo menos teoricamente, membro do Politburo - o órgão executivo do Partido Comunista da China - não consta que tenha participado das sessões da Assembleia, como corresponde aos integrantes da entidade.

Tampouco os jornalistas perguntaram sobre o caso na entrevista coletiva. Segundo o jornal independente de Hong Kong "South China Morning Post" (SCMP), alguns haviam sido previamente advertidos que não tocassem nesse assunto, sob ameaça de entrar para uma "lista negra" e impedidos de voltar a fazer questões no futuro. Os repórteres, sobretudo os estrangeiros, disseram ao "SCMP" que o Ministério das Relações Exteriores da potência asiática e o Escritório de Imprensa do governo lhes "aconselharam" assim antes da sessão, já que, segundo lhes disseram, ainda "é muito em breve" para fazer essa pergunta. Em sua entrevista coletiva, o primeiro-ministro prometeu que haverá uma campanha para "reduzir atividades ilegais" como a falsificação de produtos, a fraude, a violação dos direitos de propriedade intelectual e a poluição, cujos culpados serão "duramente castigados".

A respeito da poluição, assunto não menos polêmico na China que a corrupção, Li enfatizou que a China precisa de "medidas e leis mais duras para combatê-la". "Os órgãos de controle que derem as costas a atividades poluentes e falhem no desenvolvimento de suas funções terão que prestar contas por isso", disse o líder chinês. Sobre que quis dizer com "declarar a guerra ao 'smog'", como manifestou durante seu discurso de abertura da ANP a semana passada, Li asseverou que "não é declarar-lhe a guerra à natureza". "Ao contrário, o que queremos dizer é que vamos declarar guerra a um modelo de crescimento e um modelo de vida ineficazes e insustentáveis", acrescentou.

No ano passado, o Conselho de Estado emitiu um plano de dez pontos para prevenir o controle da poluição do ar, pelo que agora China revisa o nível das partículas poluentes PM 2,5 - as menores e mais prejudiciais para a saúde, já que podem penetrar diretamente os pulmões - em 161 cidades. "Trata-se da escala mais alta entre todos os países em desenvolvimento", disse Li. No entanto, algumas críticas frequentes apontam a que as medições oficiais chinesas não são muito realistas e que costumam dar números abaixo das que publicam os controles de algumas Embaixadas na capital, por exemplo.

A potência asiática também se impôs o objetivo de reduzir 3,9% o consumo de energia, em contraste com os 3,7% que baixou no ano passado, o que equivale a submeter à combustão 22 milhões de toneladas menos de carvão, a principal fonte energética da segunda economia mundial, lembrou Li. O primeiro-ministro admitiu que a causas da poluição são "complexas" e que "tramitar o problema leva tempo". Nesse sentido, Li pediu ao "governo, às empresas e a cada indivíduo da sociedade para agir juntos e realizar esforços consistentes para ganhar a batalha contra o 'smog'".


África do Sul envia ‘severa advertência’ ao Ruanda

Jacob Zuma, presidente da África do Sul

Foi no dia 12 de Março quarta-feira que a África do Sul deu uma “chapada diplomática” a Ruanda quando advertiu que não seria usada como um campo de batalha para acertar as contas políticas de nações estrangeiras após a expulsão dos diplomatas de Ruanda suspeitos de ataques planeados sobre os dissidentes.

“Como governo sul-africano, queremos enviar uma advertência muito severa a qualquer um em qualquer parte do mundo, o nosso país não será usado como um trampolim para fazer actividades ilegais”, disse a jornalistas o ministro da Justiça da Africa do Sul, Jeff Radebe. Na semana passada, Pretoria expulsou três diplomatas de Ruanda e um do Burundi após a tentativa de assassinato de um oponente exilado do homem forte de Ruanda, Paul Kagame. Radebe disse que o governo havia declarado os enviados “ persona non grata “, acrescentando que tinham “ violado os seus privilégios diplomáticos.

“ Em retaliação, o Ruanda expulsou seis diplomatas sul-africanos na sexta-feira, forçando os laços entre dois Estados africanos que estiveram envolvidos , em diferentes formas , em recente conflito no leste da República Democrática do Congo. A África do Sul tem tropas numa brigada da ONU que lutou no ano passado contra rebeldes do Congo, que especialistas da ONU disseram ter sido apoiados pelo Ruanda. Kigali negou isso. Um grupo de homens armados invadiram a casa do exgeneral do exército Faustin Kayumba Nyamwasa em Joanesburgo na semana passada. “Estavam a procura dele” , de acordo com a oposição do Congresso Nacional de Ruanda. Nyamwasa já sobreviveu a duas tentativas de assassinato.

As relações diplomáticas entre a África do Sul e o Ruanda têm sido tensas desde que o ex-chefe de inteligência de Kigali Patrick Karegeya, também exilado na África do Sul, foi encontrado estrangulado até a morte num hotel de luxo de Joanesburgo no dia do Ano Novo.

Kagame, que ganhou elogios ocidentais pela reconstrução de Ruanda após o genocídio de 1994, nega que o seu governo tenha ordenado os ataques, mas disse que “ traidores “ irão sofrer consequências, uma observação que tem preocupado doadores ocidentais do pequeno Estado dos Grandes Lagos, incluindo os Estados Unidos.

Washington expressou a sua preocupação com o que acredita terem sido uma série de “ assassinatos motivados politicamente por proeminentes exilados de Ruanda“. A linha com a África do Sul é um embaraço para Kagame, enquanto se prepara para comemorar o 20 º aniversário do genocídio de Ruanda no próximo mês.

O embaixador de Ruanda para a África do Sul, Vincent Karega, recusou-se a comentar as alegações levantadas por Pretória e disse que não fará nenhum comentário até ver o conteúdo das acusações. Mas admitiu que “são problemas muito grandes “ que precisam ser resolvidos entre os dois países.

Aceitou o aviso da África do Sul como “legítimo”. “Nenhum país quer ver outros países ou organismos de fora a agir em seu nome, no seu país, sem concordar com isso”, disse à AFP por telefone a partir de Kigali, onde está a passar as suas férias anuais. Após Nyamwasa ter sido baleado e ferido em 2010, Pretoria descreveu o ataque como uma tentativa de assassinato por “agentes de segurança“ estrangeiros e, em seguida, retirou o seu embaixador no Ruanda.

Nyamwasa, que era um membro do círculo íntimo de Kagame, fugiu para a África do Sul em 2010, após um desentendimento com a administração de Kigali e foi concedido o estatuto de refugiado. Após ter-se reunido com Kagame esta semana, o enviado especial para a região dos Grandes Lagos dos EUA, Russ Feingold, disse que Washington estava muito preocupado com a disputa entre a África do Sul e o Ruanda.

“Esperamos que investigações de incidentes deste tipo sejam feitas e queremos ter a certeza que estes dois países repararam os problemas que estão a ocorrer porque são dois países importantes para o futuro de África”, disse Feingold. A África do Sul é o lar de inúmeros dissidentes ruandeses, o que a torna um ponto de disputa acirrada entre os dois países.


Energia, satélites e supercomputadores são novas prioridades, diz embaixador da França

Venda de caças é "página virada", disse Denis Pietton (na foto, à esquerda de Ferraço)

 

Três meses depois do anúncio pelo governo brasileiro de sua opção pelos caças suecos Grippen para reequipar a Força Aérea, em detrimento do francês Rafale e do norte-americano F-18, o embaixador da França no Brasil, Denis Pietton, classificou o tema como uma “página virada”. Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), ele anunciou os três novos eixos da parceria estratégica entre os dois países: energia, satélites e supercomputadores.

Convidado a fazer uma exposição sobre o atual estágio das relações bilaterais, por iniciativa do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o embaixador ressaltou o papel a ser desempenhado pela transferência de tecnologia de seu país ao Brasil. - O que nos interessa é que mais empresas francesas se instalem no Brasil e que elas concorram para concretizar a ambição do Brasil de ser uma potencia mundial. O Brasil é a sétima economia mundial, o que motiva nosso interesse em verdadeiras transferências de know-how e de tecnologias - afirmou.

Uma das áreas em que as empresas francesas têm grande interesse, segundo observou, é a de energia, tanto no que diz respeito à exploração de petróleo na área do pré-sal, por meio da Total, como no que se refere à produção de energia hidrelétrica e nuclear, com as empresas Suez e Areva. No que se refere aos satélites, ele citou a participação da francesa Thales na construção de um satélite brasileiro de uso civil e militar. O embaixador mencionou ainda as negociações entre o governo brasileiro e a empresa Bull para a produção de supercomputadores.

No setor de defesa, se a França não conquistou a preferência do Brasil para a construção de caças, por outro lado já coopera com o Brasil na produção de cinco submarinos – um dos quais será movido a propulsão nuclear. A França, segundo ressaltou Pietton, é o primeiro país nuclear a transferir esse tipo de tecnologia. O embaixador anunciou ainda que estão em andamento negociações para a construção de navios porta-aviões para a Marinha brasileira.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) perguntou se esse projeto poderia “compensar a frustração” dos franceses pela escolha dos Grippen. - A senadora falou de frustração. Não usaria essa palavra. Pensamos que o Rafale é um excelente avião. O Brasil fez uma escolha que respeitamos, a página está virada, há outros mercados para o Rafale. A construção de um porta-aviões requer muita tecnologia. Temos consultas a respeito do tema, mas ainda há a questão do avião a ser usado - relatou.

Mercosul

Em resposta ao presidente da comissão, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o embaixador francês afirmou que os europeus estão prontos para a negociação de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Ele recordou, porém, que as negociações serão complexas e exigirão tempo para serem concluídas. Pietton disse que o Brasil tem barreiras tarifárias e não tarifárias “importantes” e refutou os argumentos de que o acordo não teria ainda sido alcançado em função de subsídios europeus à agricultura.

- No que concerne à agricultura, há percepções um pouco erradas desse lado do Atlântico. A União Europeia é a primeira potencia agrícola mundial e já é “fortemente” aberta aos produtos agrícolas brasileiros – disse Pietton. Ao final da audiência, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) recordou ter ascendência francesa e anunciou que seu livro sobre Renda Básica de Cidadania será publicado ainda neste ano na França.


Boca de urna aponta que 93% dos habitantes da Crimeia decidem se integrar à Rússia

Referendo é considerado ilegal pela Ucrânia e pela maior parte da comunidade internacional

Os habitantes na Crimeia decidiram neste domingo (16) com 93% dos votos se tornar parte da Rússia, em um referendo considerado ilegal pelas novas autoridades da Ucrânia e pela maior parte da comunidade internacional, segundo pesquisas de boca de urna do Instituto de Pesquisa Política e Sociológica da República da Crimeia. "Noventa e três por cento dos habitantes da Crimeia se pronunciaram a favor de se integrar à Rússia e 7% se pronunciaram a favor do status autônomo da Crimeia dentro da Ucrânia", de acordo com a pesquisa, divulgada pelas autoridades separatistas da Crimeia.

Na véspera do referendo a tensão aumentou na Ucrânia, com a morte de duas pessoas em Carcóvia e a denúncia das autoridades ucranianas de uma "invasão russa" no sudeste do país. Os diplomatas ocidentais não conseguiram no sábado (15) que o Conselho de Segurança das Nações Unidas, reunido de urgência em Nova York, aprovasse uma resolução contra o referendo de domingo na Crimeia, depois que a Rússia impôs seu veto.

A comunidade internacional, como o Conselho da Europa, e as autoridades de Kiev consideram esta votação ilegítima. A Rússia cedeu esta península à Ucrânia em 1954, quando as duas ex-repúblicas formavam parte da URSS. No entanto, Moscou manteve no porto de Sebastopol, na Crimeia, a base de sua frota no Mar Negro.

Kiev acusou neste sábado Moscou de ter invadido militarmente a localidade de Strilkove, situada na Ucrânia continental, perto da fronteira administrativa com a região autônoma da Crimeia, com 80 soldados, helicópteros e veículos blindados de combate. O ministério ucraniano das Relações Exteriores pediu em um comunicado a retirada imediata destas forças e ameaçou responder com "todos os meios necessários para deter a invasão militar russa".

Washington reagiu imediatamente. A embaixadora americana nas Nações Unidas declarou que um avanço russo no sul da Ucrânia "seria uma escalada ultrajante". No entanto, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, havia garantido durante a manhã que seu país "não tem, e não pode ter, planos para invadir a região sudeste da Ucrânia".

Strilkove não é a primeira posição ocupada pelas forças russas fora da região da Crimeia. O posto de controle de Chongar, um quilômetro ao norte da fronteira com a península da Crimeia, também está controlado por forças russas e milícias pró-russas. Nesta península, um capelão militar de uma igreja católica ucraniana de rito oriental foi colocado em liberdade, depois que homens armados o sequestraram neste sábado em Sebastopol, indicou a polícia.

O padre Liubomir Yavorski, que informou anteriormente sobre o sequestro, denunciou as ameaças recebidas pelos sacerdotes de sua igreja na Crimeia. A Rússia também anunciou a interceptação na sexta-feira de um drone americano de reconhecimento quando sobrevoava a Crimeia. Na Crimeia, uma grande maioria certamente deve se pronunciar a favor de uma união formal com a Rússia ainda mais com o pedido de boicote ao referendo feito pelas minorias ucraniana e tártara, que constituem 37% da população. A comunidade internacional julga a consulta ilegítima ou inconstitucional, mas ao final de duas semanas de intensas negociações diplomáticas não conseguiu impedir o referendo.

Em Kiev, o presidente interino da Ucrânia, Olexandre Turchynov, lançou um último apelo aos habitantes da Crimeia a algumas horas da abertura das seções eleitorais. "Peço que cada morador da Crimeia se mostre responsável pelo seu futuro e não acredite em falsas promessas que levarão a região a uma catástrofe social e econômica", disse, pedindo para que os eleitores ignorem "esta provocação do Kremlin".

Em Nova York, o projeto de resolução apresentado pelos países ocidentais contra o referendo na Crimeia recebeu 13 votos a favor dos 15 membros do Conselho de Segurança. No entanto, a Rússia, um dos cinco membros permanentes, utilizou seu direito de veto para rejeitar a resolução. Os Estados Unidos haviam redigido um texto moderado para tentar obter o aval de Pequim, que, no entanto, optou pela abstenção, o que isola Moscou um pouco mais.

O embaixador russo, Vitali Churkin, justificou seu voto reiterando que as novas autoridades da Ucrânia são o resultado de um golpe de Estado e advertiu que a Rússia "respeitará a vontade do povo da Crimeia". A embaixadora americana, Samantha Power, comemorou a "oposição esmagadora às perigosas ações" de Moscou, que, segundo ela, terão consequências.

O veto russo era dado como certo após o fracasso, na sexta-feira em Londres, de uma reunião russo-americana, considerada a última oportunidade para tentar alcançar um acordo sobre a crise na Ucrânia. Depois de fracassar em sua tentativa de mudar a política de Putin sobre a Ucrânia, os países europeus buscam outras alternativas para apoiar as novas autoridades de Kiev. Os ministros das Relações Exteriores da UE poderão adotar na segunda-feira (17) sanções contra a Rússia em uma reunião em Bruxelas.

Além disso, a Ucrânia assinará o trecho político do acordo de associação com a UE no dia 21 de março em Bruxelas, anunciou o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk. A parte econômica será assinada mais adiante. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afastou a ideia de uma nova "guerra fria". "Nós esperamos, com todo nosso coração, termos coragem suficiente, assim como nossos parceiros, para que não entremos num conflito mais profundo no território ucraniano", disse Peskov, garantindo "a busca pelo diálogo com os líderes europeus e com o presidente dos Estados Unidos".

A ideia de isolamento da Rússia no cenário internacional é "absurda', disse Peskov. Em Moscou, a posição do presidente russo, Vladimir Putin, na crise ucraniana é firme. Cerca de 50 mil pessoas protestaram neste sábado contra a ocupação russa da Crimeia em uma manifestação convocada por um grupo opositor, enquanto 15 mil pessoas apoiavam perto da praça da Revolução de Moscou a política do Kremlin. A Rússia anunciou neste sábado que examinará os muitos pedidos de auxílio de habitantes da Ucrânia e denunciou os ataques de nacionalistas ucranianos no leste de língua russa do país.