Judiciário em Guerra

  • Ministra Eliana

  • Por WB

    A aparição na TV da figura enérgica e decidida da ministra do STJ, Eliana Calmon, corregedora do CNJ conquistou e empolgou todos os segmentos da sociedade brasileira, o que abalou a cúpula do judiciário.

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    O tema abordado pela ministra é um questionamento antigo dos brasileiros e, teve o seu apogeu no início do primeiro governo do presidente Lula, quando ele afirmou: “É preciso abrir a caixa preta do judiciário”. O ministro do STF, Gilmar Mendes, foi o primeiro a se manifestar, ocasião em que pediu explicações do presidente operário. Lula sugeria com letras garrafais, o controle externo do judiciário. Sabe-se que o corporativismo do judiciário, remonta de séculos. Vale lembrar que, quando Montesquieu falou sobre a independência dos poderes inclusive do judiciário, não quis dizer que o judiciário teria que ser absolutamente independente como é no Brasil.

    Ao autorizar a investigação do Tribunal de São Paulo, oportunidade em que a ministra Eliana pediu a quebra do sigilo bancário das autoridades daquela corte judiciária, que é a maior do país e, tem 150 casos de movimentações financeiras atípicas; o corporativismo de sempre se manifestou e, deu no que deu: Crise no judiciário.

    As principais associações de juízes imediatamente pediram investigação contra a corregedora do CNJ. Segundo as entidades, a quebra de sigilo de dados sem ordem judicial, se ampliou e atingiu em todo o país 231 mil pessoas, entre juízes, servidores e parentes destes. Participaram do levante contra a ministra, a Ajufe (Associação dos juízes federais); AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas).

    Alegam as associações que, a quebra de sigilo é um inconstitucional e ilegal. A ministra Eliana argumentou que a investigação está amparada na Constituição Federal e no regimento interno CNJ. Disse também que os juízes pretendem tirar o foco do que está realmente em jogo, que é a sobrevivência com autonomia do Conselho Nacional de Justiça – CNJ..

    “As associações dos magistrados são mentirosas, maledicentes e corporativas”, arrematou.

    Percebendo a reação da sociedade civil, a favor da corregedora, 43 juízes federais se rebelaram, afirmando não se sentirem representados pela Ajufe.

    Se o duelo entre a ministra e os juízes persistir, vencerá a democracia, pois, Eliana conquistou adeptos em todo o Brasil, o que para os poderosos do judiciário é insignificante. Ou seja, judiciário não precisa de votos. Entretanto, uma crise como esta, abala. Vem contra-ataque por ai.

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