O Brasil vai bem, mas seu cartão de visitas é o futebol.

Por Walter Brito

Metade do Planeta tem convicção que nossa economia é relevante. Segundo pesquisa encomendada pela Veja a pesquisa CNT/Sensus, o nosso país é a sexta economia do mundo, cujo PIB supera o da Inglaterra e encosta na França.

Entretanto, no que se refere ao quesito confiança, o destaque vai para o futebol onde o Brasil continua como a nação do esporte que a consagrou. Por isso, detém o título de melhor futebol de todos os tempos, de acordo com 46% dos entrevistados nos cinco continentes do Planeta Terra.

  • Brasil é mesmo o país do futebol

  • 73% dos pesquisados disseram também, que o Brasil está preparado e apto para organizar e sediar o mundial de 2014, enquanto que nós brasileiros, pessimistas nesse aspecto, pontuamos com 49%, ao afirmar a possibilidade de sucesso na Copa a ser realizada aqui. A Copa no Brasil, ocorre 54 anos depois da primeira, em que fomos derrotados no Maracanã pelo Uruguai por 2 a 1, quando Ghiggia aos 36 minutos do segundo tempo, marcou o gol da vitória em nosso goleiro Barbosa.

    Como se vê, dentre tantos quesitos da longa pesquisa, o que deu mais credibilidade ao nosso país foi o futebol. A mesma pesquisa identificou que o rei do futebol e atleta do século, cidadão Edson Arantes do Nascimento, o popular Pelé, é o brasileiro mais conhecido no exterior, o que não é novidade, pois, o rei já foi citado em outras pesquisas, como o ser humano mais conhecido no mundo, à frente do presidente dos EUA no poder e do Papa no comando do Vaticano.

    Na pesquisa Sensus, ao responder qual é o brasileiro mais famoso de quem você já ouviu falar? – Os entrevistados responderam na seguinte ordem: Pelé 40%; Ronaldo Fenômeno 15%; o ex-presidente Lula 8%; Ronaldinho Gaúcho 5% e Ayrton Senna 3%. Somando os brasileiros mais famosos com exceção de Pelé, obteremos um total de 31%, enquanto que o rei do futebol obteve 40% da opinião dos 7200 entrevistados no mundo.

    Biografia do Rei.

  • Pelé e Dilma

  • — Apenas para citar algumas passagens pela biografia de Pelé, além dos seus 1282 gols e ser o atleta do século, Pelé parou uma guerra. O feito se deu na África, numa excursão do Santos, oportunidade em que os brasileiros marcaram um jogo em Biafra. Naquela época, Biafra se levantou contra o poder nigeriano, tentando sua independência. Houve uma trégua de dois dias nesta guerra, para que Pelé pudesse mostrar o seu futebol. Assim que o Santos levantou voo, a guerra recomeçou.

    Outro fato ocorrido com o rei da bola, que se tornou lenda na Inglaterra, ocorreu quando Pelé era ministro dos esportes no Governo FHC. Antes, porém vale ressaltar, que a posse de Pelé como ministro, foi mais divulgada no mundo que a posse de Fernando Henrique como presidente da República.

    - Contam os jornalistas e historiadores ingleses, que quando Fenando Henrique foi à Inglaterra, acompanhado de seu ministro dos esportes, os papéis se inverteram e, FHC virou companhia de Pelé. O fato ocorreu, numa visita do presidente e do ministro, ao clube de futebol Chelsea, um dos mais populares da principal divisão do futebol inglês. Na passagem pela Inglaterra, tanto os jogadores e alunos do Chelsea, quanto à imprensa e a própria Rainha Elizabeth II, deram mais atenção ao rei que ao presidente brasileiro. Este ficou como coadjuvante do rei. Naquela viagem oficial da comitiva brasileira, Pelé foi condecorado com a Ordem de Cavaleiro do Império Britânico.

    Vale lembrar, que o clube inglês Chelsea, usa o futebol para atrair alunos de comunidades carentes, com o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos-atletas, em suas escolas. No encontro com os dois brasileiros, os meninos ingleses tiveram que ser orientados a pedir autógrafos para o presidente FHC, pois, só queriam autógrafos do Pelé. O mesmo ocorreu com os jornalistas que inicialmente só entrevistavam o filho de seu Dondinho e dono Celeste Arantes.

    Ricardo Teixeira entra na linha.

  • Pelé e Teixeira

  • Apesar da trajetória do rei, enquanto seu amigo e colega dos campos de futebol mundo afora Franz Beckenbauer foi o símbolo da copa do mundo na Alemanha, tornando-se o “rosto bonito”, Pelé quase fica de fora da Copa de 2014. A escolha de Beckenbauer teve o objetivo de atrair o mundo para a copa na Alemanha. Aqui no Brasil, onde o mundo nos aponta como detentores do melhor futebol e capacidade para sediar a Copa de 2014, além de ver Pelé como símbolo do esporte mundial, o rei, foi excluído das funções que deveria ocupar tal qual Beckenbauer. O autor da proeza foi o presidente da CBF Ricardo Teixeira, que preferiu Ronaldo Fenômeno. Nada contra o Fenômeno, mas, Pelé é o rei e, reverenciado em todo o planeta. Assim confirmou a recente pesquisa da CNT/Sensus, assessorada por 18 institutos de pesquisas internacionais.

    De olho na voz rouca do mundo e na sua reeleição em 2014, a presidenta Dilma Rousseff, escolheu o Pelé como Embaixador Honorário da Copa de 2014. É claro, que se trata de um prêmio de consolação para o nosso rei, que não merecia o descaso do todo poderoso Ricardo Teixeira.

    O rei disse que trabalha na promoção do Brasil desde a copa de 1958. “Como brasileiro, faço a promoção de nosso país desde que nasci para o futebol, ou seja, a partir da Copa da Suécia, quando tinha 17 anos. Peço que o povo brasileiro acredite que a Copa será um sucesso em 2014 e, 73% do resto do mundo já acreditam nisso, segundo a pesquisa CNT/Sensus”, concluiu Pelé.

    É claro que o resto do mundo não acreditaria nas atitudes antidemocráticas de nossa CBF, sob a batuta de Ricardo Teixeira.

    A presidenta Dilma Rousseff, que é sábia e conta com a inteligência do marqueteiro João Santana e, a opinião do mundo, disse sim a Pelé, apesar de ter tapado o sol com a peneira.

    Romário quer ser prefeito do Rio de Janeiro. Se eu fosse ele, contrataria Pelé para convencer o Brasil e o mundo. Lembrando que, a campanha de Obama, teve o seu apogeu na Alemanha.

    Página Inicial