Um negão por mais quatro anos na Casa Branca

Por Walter Brito

Quando Obama venceu a primeira eleição, parecia um garoto, o homem mais poderoso do mundo. Ontem dia 20 de janeiro, ao tomar posse no Salão Azul da Casa Branca, ao lado da esposa Michelle, das filhas, Malia e Sasha e, do presidente da Suprema Corte John Roberts, os cabelos brancos e algumas rugas, mostram que ele não é mais aquele jovem presidente.

A festa de posse ocorre hoje, dia 21/01/2013, data também dos 45 anos do assassinato do defensor dos direitos humanos nos EUA, Martin Luther King.

Apesar das dificuldades na economia, quando 28% da renda da classe média, está em baixa há dez anos, a venda de carros teve uma melhora surpreendente, o que não ocorria desde 2008, permitindo a indústria automobilística voltar a contratar.

Fogo Cruzado

Obama está sob fogo cruzado de um país dividido, pois: Enquanto ele toma medidas enérgicas proibindo a venda de determinadas armas, com o objetivo de diminuir a violência, divulgada ao mundo por meio dos massacres nas escolas americanas; ele é aplaudido pela sociedade e pressionado pela poderosa indústria bélica.

O país deve US$ 16,4 trilhões, cujo valou já chegou ao limite. Sua luta agora é negociar o aumento desse limite com o congresso, caso não consiga, poderá dar o calote até nos salários de militares e controladores de vôos, o que será o caos. Nesse sentido, o congresso também está dividido: Obama tem maioria no Senado e minoria na Câmara.

No seu discurso de posse, Obama foi sucinto e objetivo: “Trabalharei para reduzir o déficit fiscal, reformar o código tributário, consertar o nosso sistema de imigração e, ficar livre do petróleo estrangeiro," arrematou o negão Obama.