Se justiça fizer justiça, Attié não será diplomado como prefeito de Cristalina

Por Walter Brito

Cristalina é uma cidade do Entorno de Brasília, com 50 mil habitantes e características próprias e diferenciadas do interior do Brasil. Tem um clima agradável, água abundante, povo hospitaleiro e trabalhador, porém injustiçado por empresários e o poder público municipal.

O garimpo foi fundamental para o seu nascimento e sua instalação como município. A terra boa e muita água oportunizaram a agricultura de sequeiro, impulsionando a priori, o desenvolvimento agrícola, sob a batuta dos sulistas, que por lá aportaram.

Nos últimos 20 anos a agricultura irrigada elevou ainda mais o município, hoje detentor do 2° PIB agrícola do país.

Apesar de todo desenvolvimento agrícola, a cidade carece de um bom entendimento entre o poder público e privado, para que ocorra de forma efetiva a distribuição de rendas, que certamente irá tirar da pobreza absoluta centenas de famílias que sobrevivem à duras penas, com míseros salários impostos por patrões exploradores e por outro lado, os favores do Governo Federal por meio da Bolsa Família.

A esperança desta parcela sofrida da população, seria a eleição de um prefeito comprometido de fato, com quem precisa do poder público.

Infelizmente às eleições do dia 07 de outubro na cidade, ocorreram de forma antidemocrática, quando Cristalina foi o palco da maior compra de votos ocorrida entre os 246 municípios goianos. O processo foi tão escancarado, que uma chácara localizada nos arredores do Parque Agropecuário, ficou conhecida como: “ Chácara do Moto –Táxi”, onde os profissionais da categoria, que representam mais 400 famílias na cidade, foram corrompidos por meio de churrasco farto, bebidas de todas as naturezas e o dinheiro em notas de 100, oferecido aos convivas, de acordo com informações de um dos beneficiados. O compromisso era votar no atual prefeito. Lá no Marajó, responsável pela maior produção agrícola do município, o povo não tem água para beber e a lama é a princesa, no tempo da chuva, enquanto que a poeira se torna rainha na seca. Lá, onde se produz o alimento farto, muita gente passa fome e morre de subnutrição. Os asseclas do prefeito distribuíram de acordo com informantes da reportagem, cerca de 2 milhões de reais, na noite que antecedeu o pleito. Existiu caso inclusive, que o voto foi comprado com cheque, por um vereador eleito da situação.

Para não passar em brancas nuvens, a justiça eleitoral decidiu pelo impedimento da posse do vereador eleito Marcelo Pezão, ex – secretário de obras da prefeitura. Fala – se também na investigação dos vereadores eleitos: Lúcia Salles e Wellington de Oliveira Caixeta, que aguardam julgamento. Eles são acusados de abuso de poder econômico, uso da máquina publica e compra de votos.

Apesar de ser o grande mentor, o prefeito reeleito, por suposta votação fraudulenta, alega que não viu nada e não sabe de nada, sobre as três pessoas(fotos abaixo - Marcelo de óculos escuros; Lúcia Salles também de óculos escuros e Caixeta) investigadas pela justiça e que na verdade, são seus fieis escudeiros.

  • Além dos rolos que está envolvido no processo eleitoral, o prefeito Luiz Attié, responde na justiça à dezenas de processos e governa o município sob uma liminar. Pesa também contra o prefeito, R$ 5 milhões de reais atrasados com o transporte escolar. Sabe – se inclusive, que 2 mil crianças e adolescentes ficaram sem assistir aulas no final deste ano letivo, por negligência do senhor prefeito, que não pagou as empresas transportadoras, inclusive deixando-as sem combustível, sem peças de reposição e até sem comida nos lares de alguns proprietários. Sou testemunha, que um deles teve a energia de sua residência cortada por falta de pagamento, inclusive, o aluguel da casa em que mora com a família, encontra – se em atraso há 4 meses. Somente ao referido empresário do transporte escolar, que não tem dinheiro para comer e pagar a energia elétrica de sua residência, o prefeito deve R$ 1 milhão e 200 mil reais.

  • Todo mundo sabe, que os recursos do FUNDEB, são repassados mensalmente e sem atraso para a secretária de educação, sob o comando do senhor prefeito. O povo de Cristalina e a justiça precisam saber, qual a verdadeira razão das empresas não receber os devidos valores, da prestação de serviços e como consequência, o abandono de milhares de crianças, que ficaram sem aulas.

  • Representantes das empresas procuraram este repórter e pediram a interferência do advogado Pedro Calmon, mesmo advogado que colocou o senador Renan Calheiros, de calças curtas no Senado. Calmon deve entrar no caso nas próximas horas.

    Acreditamos que, se justiça fizer justiça, Luiz Attié não será diplomado prefeito, para o bem de Cristalina.

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