Presidente da Fecomércio em Brasília abre o jogo!

Por: Walter Brito

A Federação do Comércio de Brasília – Fecomércio/DF, trabalha intensa e silenciosamente na formação de profissionais em diversas áreas, com o objetivo de atender o mercado de trabalho na capital federal. As profissões mais procuradas, principalmente pelos jovens, que almejam o primeiro emprego são: Cabeleireiro, hotelaria, gastronomia, auxiliar de escritório, entre outros. Na Copa do Mundo que se aproxima em 2014, certamente o SENAC e SESC, órgãos sob o controle da Federação do Comércio do DF, darão contribuições importantes, para receber bem os turistas do mundo inteiro.

A reportagem entrevistou o atual presidente da Fecomércio DF, o empresário e ex-senador Adelmir Santana, que no exercício de seu mandato foi considerado, um dos mais influentes debatedores do Congresso Nacional em diversos temas, como: Economia, política e as questões sociais. Ele falou sobre as atividades da Instituição, política e a sucessão de 2014.

O ex-senador começou dizendo o seguinte: “A Fecomérico tem alguns braços importantes no seu contexto, que são exatamente a formação da mão de obra e a assistência aos trabalhadores. Nesse instante, temos envolvimento efetivo com a formação profissional para atender às necessidades de Brasília, envolvida em eventos internacionais, inclusive, a Copa do Mundo em 2014. Gostaria de falar também sobre um projeto recente que lançamos. Trata-se do projeto Cultura para Todos, cujo objetivo é distribuir livros, revistas e passatempos, para as instituições que queiram difundir questões culturais”, disse.

Sem mandato político, mas atento ao desenrolar da política em Brasília e no Brasil, o ex-senador Adelmir Santana, disse que Brasília está dividida politicamente entre o PT e o Rorizismo. Ele acrescenta que juntos, PT e Roriz, detêm os percentuais mais elevados de votos. “Voltando a eleição de 2010, vamos verificar que Roriz, por meio da dona Weslyan, teve sozinho 35% dos votos, enquanto que o PT que teve apoio da terceira via, obteve o restante. Acredito que hoje, o PT junto com o PMDB, são detentores de 40% dos votos. Roriz e seus aliados também tem o mesmo percentual, enquanto que a terceira via fica com 20%. O grupo político ao qual pertenço, tem diversos candidatos: Arruda, Roriz, Liliane, Eliana Pedrosa, Pitiman, Izalci, Fraga, entre outros. Precisamos com a maior urgência, escolher um nome único para unir a oposição, no sentido de enfrentar o Palácio do Buriti. Acredito que se não tivermos unidade, poderá ocorrer o mesmo que em 2010, quando PT ganhou a eleição por W.O. Acho que falta um candidato que tenha argumentação maior, participação efetiva nos debates e um passado de lutas a favor de Brasília. E mais, que esse nome tenha a ficha limpa”, disse.

No Plano Nacional, o ex-senador não acredita na dobradinha: Marina Silva, Eduardo Campos. “O governador Eduardo Campos disse seguidas vezes que não teria coragem de se posicionar contra o ex-presidente Lula. Fala-se na possibilidade do Lula substituir a Dilma como candidato em 2014. Nesse caso, como ficaria a candidatura de Eduardo Campos? Acho que ele não irá até o final. O PSDB também tem seus problemas, pois Serra continua dizendo que poderá ser candidato, enquanto que o partido já lançou Aécio Neves. Portanto, o quadro nacional está indefinido e ambos os lados procuram nomes para unir os pensamentos de cada segmento. Enquanto isso, o povo vai para a ruas questionar a corrupção, a ineficiência do estado e, exige homens públicos corretos, limpos e que tenham naturalmente uma ligação com o povo. Temos que buscar isso”, finalizou Adelmir Santana.

Apesar da diversidade de candidatos no grupo liderado por Joaquim Roriz, o ex-senador Adelmir Santana não deixa de ser um tertius, ou seja, o nome de homem público com passado que o credencia na disputa do Palácio do Buriti, com capacidade para unir os opositores de Agnelo Queiroz.