A disputa efetiva se dará entre o PT e PSDB!

( Foto acima: Marina Silva, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos)

Por Walter Brito

Quando o ex – presidente Lula discursou para uma plateia de operários nas obras do Maracanã, ele indicou que a disputa rumo ao Palácio do Planalto, será temperada pela Copa do Mundo, que ocorre em nosso país em junho de 2014. Dilma seguiu à risca determinação de seu mentor, quando inaugurou com grande entusiasmo os estádios do Mineirão em Belo Horizonte, o Castelão em Fortaleza e, tirou os sapatos para dar o pontapé inicial, no gramado da Arena da Fonte Nova na Bahia. Lá em Salvador, a presidenta estava acompanhada do governador Jaques Wagner do PT, o prefeito ACM Neto do DEM e o ministro dos esportes Aldo Rebelo do PCdoB. A petista emendou: ”Somos o país conhecido como insuperável na grama e estamos mostrando que somos insuperáveis fora de campo. Estou orgulhosa como presidenta do Brasil, ao ver o Estádio da Fonte Nova pronto para a Copa e, feito com espirito de criatividade pelo povo baiano e brasileiro”. Entretanto outros ingredientes como o Bolsa Família e o Plano Real terão importância maior na disputa. Estão no páreo: Marina Silva(Rede), Eduardo Campos(PSB) e Aécio Neves(PSDB).


Apesar do entusiasmo da presidenta com os estádios Brasil afora, ela sabe que o debate pela sucessão presidencial passará pela inflação galopante que se inicia, onde a indústria não aumenta a produção, com medo das incertezas divulgadas pela mídia. Enquanto isso, o tomate alcança preços inimagináveis no mercado, indicando que a economia não vai tão bem, como diz a propaganda oficial. O PIB certamente não será o anunciado pela presidenta, ou seja: “o pibão”.

Além de tudo isso, Dilma será relembrada que a Petrobrás vai de mal a pior e o país do Pré - Sal está importando gasolina. A discussão religiosa e homoafetiva também são ingredientes que a dona Dilma precisa se familiarizar melhor. Talvez por esta razão, ela tenha ido com tanto entusiasmo e pompa a Roma, durante o intronamento do papa Francisco I, quando garantiu a presença do chefe da Igreja Católica, na Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá a partir do dia 23 de julho, no Rio de Janeiro.

A oposição virá firme e com muita sede ao pote. Marina Silva cacifada com seus 20 milhões de votos e seu discurso ambientalista, certamente vai tirar votos preciosos da presidenta e ex – companheira de partido Dilma Rousseff. Marina luta ainda para viabilizar o seu partido, o Rede Sustentabilidade.

Eduardo Campos do PSB, já está sendo taxado de traidor pela turma do Lula. A razão é que o ex – presidente tratou o governador de Pernambuco com muita generosidade, quando abasteceu os cofres do governo pernambucano com recursos da União. Vale lembrar que Campos conta em seu partido, com 4 governadores 5 prefeitos de capitais. O psbista é muito querido no nordeste e torna – se o presidenciável com maior capacidade para contrapor ao projeto do Bolsa Família , implantado com raízes profundas em todo nordeste pelo PT. Certamente Campos disputará de forma forte, os votos da Região com Dilma Rousseff.

As candidaturas de Marina e Eduardo Campos favorecem sobremaneira, o projeto do tucano Aécio Neves, que no mês de maio assume a presidência do PSDB, oportunidade em que viajará todo o país, com o objetivo de unir o seu partido. Vale lembrar que o PSDB governa 7 estados, 4 capitais, além de cidades importantes como Santos e Piracicaba em São Paulo, Campina Grande na Paraíba, e Betim em Minas Gerais.

No seminário do PSDB, com a presença do alto tucanato, mas, a ausência de José Serra, o governador de São Paulo Geraldo Alckimin deu carta branca para o mineiro Aécio, mostrando que bairrismo entre Minas e São Paulo chegou ao fim: “ O que sinto no PSDB é que você, Aécio, ao assumir a presidência de nosso partido, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale com o povo e una o partido”, decretou o governador.

Aécio que é o natural herdeiro político de Tancredo Neves e Itamar Franco, certamente saberá capitalizar  o now hall de seu avô na política e o legado de Itamar Franco, considerado o pai e avô do Plano Real. Portanto, percebe-se que a disputa será polarizada de fato, entre Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves.