Gestão de Rafael Barbosa na saúde, ajuda levar Agnelo para o segundo turno!


Rafael Barbosa

Por: Walter Brito

O médico especialista em transplantes e ex-secretário de saúde do Distrito Federal, o doutor Rafael Barbosa, está entre os melhores gestores da saúde no Brasil e foi o responsável pela modernização da área no DF e região do Entorno. Com orçamento anual de R$ 5 bilhões, além do fundo constitucional, Rafael disse com exclusividade para o site Cristal Pesquisas e a revista O Parlamento, que quase 60% dos recursos recebidos para a saúde, vão para a folha de pagamento. Segundo ele, é a folha de pagamento mais cara proporcionalmente do Brasil. Rafael é o terceiro colocado na pesquisa para deputado federal. A pesquisa do instituto Directa/O Parlamento, foi a única empresa de pesquisas a acertar em 2010, que a Dona Weslian Roriz iria para o segundo turno. O instituto identificou, que o médico Rafael Barbosa tem 3% de intenção de votos e está na cola de sua companheira de partido, Érika Kokay que pontuou na mesma pesquisa com 3,6%. Alberto Fraga é o primeiro colocado com 6% de intenção de votos. A pesquisa foi registrada no TRE-DF, com número DF-00051/2014. O instituto identificou também, que Rafael é altamente afinado com o eleitor do PT, pois, mais de 80% de seus votos são colados com o candidato a governador Agnelo Queiroz e percentual significativo, com o candidato ao Senado Geraldo Magela. Este, é considerado petista de alta plumagem! Em relação a votação de Rafael e os candidatos a deputado distrital, o leque se abre e, o médico petista é citado junto com distritais de toda coligação do PT. Vale lembrar, que o candidato a deputado distrital Risomar Carvalho, ex-administrador de Samambaia, alcançou o maior número de votos ligados ao federal Rafael, seguido de perto por Chico Leite; Chico Vigilante; Wasny de Roure e Ricado Vale. Na pesquisa do instituto Directa, onde Rodrigo Rollemberg (PSB) é o primeiro com 25,3% de intenção de votos, Agnelo (PT) é o segundo colocado, com 23,1%; Frejat (PR) o terceiro, com 19,6% e Pitiman (PSDB) o quarto, com 10,2%. Em seguida, aparecem Toninho do Psol e Perci Marrara (PCO) com respectivamente 4,5% e 0,2%. Como se vê, a votação expressiva de Agnelo e o discurso contundente do ex-secretário da saúde, divulgando com conhecimento de causa, o que foi feito para modernização da saúde pública no Distrito Federal e Entorno de Brasília; poderá ajudar a levar Agnelo para o segundo turno. Além da máquina pesada do GDF, a sua militância aguerrida e a presença de Lula ontem no comício da Ceilândia, colocarão Agnelo para disputar com Rollemberg ou Frejat o segundo turno.

Com a possível eleição de Rafael Barbosa para a Câmara Federal, analistas acreditam que ele é o mais cotado e mais preparado do PT, para ser o próximo ministro da Saúde. Além de ter sido um dos melhores colaboradores de José Serra no Ministério da Saúde, Rafael representa o PT moderno, com capacidade intelectual e experiência de gestão, o que poderá transformá-lo em candidato ao governo do DF em 2018.

Veja a íntegra da entrevista.

Cristal Pesquisas: Fale sobre os avanços da saúde pública em Brasília?

Rafael Barbosa: Eu sempre coloquei e está comprovado, que a saúde não é só um problema do Distrito Federal. A saúde é debate na campanha eleitoral de qualquer candidato, inclusive na campanha presidencial é o principal tema. O povo brasileiro clama por saúde de melhor qualidade e, tem razão! Uma pesquisa feita pelo Data Folha, mostrou que mais de 80% da população considera a saúde como o principal problema. Quando assumimos a gestão da Secretaria de Saúde em janeiro de 2011, a saúde estava um caos. Hoje, a sensação que eu tenho é que os avanços foram significativos na saúde e, em todas as áreas do governo Agnelo Queiroz. Não tem nenhum departamento da saúde no governo do Agnelo, que não seja melhor do que o governo anterior. Os números não mentem e apontam isso. Muita coisa foi feita e com planejamento. Se continuarmos dessa forma, em breve teremos uma saúde muito melhor. Um exemplo claro, trata-se das emergências. A grande reclamação que temos hoje, referem-se às emergências superlotadas, bem como a falta de médicos. Quando assumimos a Secretaria, não existia nenhuma Unidade de Pronto Atendimento – UPA. Logo, implantamos nas nossas cidades e hoje são seis unidades. Se formos hoje ao hospital de Sobradinho, vamos perceber que tudo mudou para melhor e todas as UPAs foram implantadas. Inauguramos seis UPAs, e temos duas em construção, no total planejado de 14. Certamente, isso fará a diferença na reorganização do atendimento de urgência, o que vai esvaziar todas as emergências de nossos hospitais. Vale lembrar também, que o investimento que se fez na atenção primária, ou seja, o atendimento básico, valeu a pena. Trata-se do médico da saúde da família. Quando assumimos, tínhamos uma das piores coberturas do país, hoje essa cobertura já passa de 50%. Construímos na minha gestão, nove clínicas da família, o que não é pouca coisa. Refere-se a três centros de saúde à disposição da população. Para se ter uma ideia, só na cidade de Samambaia, construímos quatro clínicas de saúde da família. Foi uma coisa muito boa, pois atende nossa população a contento.

CP: Os pacientes atendidos em Brasília, pertencentes à região do Entorno e outros lugares, não dificultam a eficiência do atendimento para a população do Distrito Federal?

RB: O Sistema Único de Saúde – SUS, é um sistema único, como o próprio nome diz. É universal e todo paciente que vier para cá, será atendido com o mesmo respeito que tratamos os pacientes de Brasília. Isso mostra que eles estão vindo para cá, pelo fato de termos qualidade. Sou médico especialista em transplantes. Quando eu assumi a Secretaria, todos os transplantes estavam descredenciados pelo Ministério da Saúde, ou seja, ou o paciente morria na fila, ou tentava fazer o transplante fora de Brasília. Eu trabalhei muito para colocar a casa em ordem. Tenho orgulho de dizer que hoje o Distrito Federal, é a unidade da federação que mais capta órgãos no País. Eu trouxe para cá, transplantes que não se fazia aqui, como por exemplo: fígado, pulmão e medula óssea. Resgatei o transplante de rim e o de coração. Hoje o DF é quem mais faz transplante de rim no Brasil, como também de coração e fígado. Há quatro anos, não tínhamos nada disso. O que está acontecendo agora é que estamos recebendo pacientes de São Paulo, do Rio, e de todo o país. Todo mundo quer vir fazer transplante em Brasília. Não sou eu quem está dizendo, são as estatísticas e os especialistas em números de todo o país que dizem. Acabou o discurso do passado que dizia: “O melhor hospital de Brasília é a ponte aérea!”.

CP: O governo Agnelo foi ineficiente ao não divulgar tudo isso, que o senhor está apresentando agora?

RB: Eu costumo dizer que tanto eu quanto o governador Agnelo, que somos médicos profissionais, trabalhamos muito e não temos tempo de fazer propaganda do que fazemos. Quando fazia algum transplante, nunca saía para a porta do hospital com a finalidade de dizer ao povo: “Fiz tantos transplantes”. Repito, tanto eu quanto o Agnelo trabalhamos muito e não tivemos tempo de divulgar, pois a nossa preocupação maior, era com a saúde de nosso povo. Eu acredito que as ações da saúde de todo o governo foram claramente mal divulgadas. Portanto, foi um erro que corrigimos só no final e, não deu tempo de todo mundo saber efetivamente o que fizemos. Foi certamente, o que mais me motivou a ser candidato. Como candidato, nas minhas andanças por todas as cidades do DF, mostro para a população, o que fizemos e ao mesmo tempo presto conta de tudo aquilo que está à disposição do povo. Tenho orgulho de dizer que implantei o Hospital da Criança, que é essa maravilha hoje, em nossa cidade-estado. Trata-se de um hospital moderníssimo e, comparado com outros do primeiro mundo. Quando eu implantei as seis UPAs, as Clínicas da Família e trouxe pra cá a Carreta da Visão, me senti realizado. Fico feliz ao ajudar devolver, a visão aos idosos, que estavam há vários anos sem enxergar. A carreta faz 250 cirurgias e 800 consultas por dia.

CP: Como é o médico como o senhor, entrar de cabeça numa campanha, pleiteando uma vaga na Câmara Federal. Como o senhor avalia a possibilidade dos médicos Jofran Frejat e Agnelo Queiroz, disputarem o segundo turno no DF?

RB: Trabalhei a minha vida inteira como médico do serviço público. Sempre me preocupei com o valor que tem a vida, de forma especial, com os menos favorecidos que não têm recursos para tratamento. Chega um momento, em que só por meio da medicina, não conseguiremos continuar esse trabalho. É aí, que entra o lado político. Acho que é outro momento da minha vida, pois vou poder fazer agora muito mais! Já ocupei diversos cargos de gestão e posso contribuir no parlamento de forma efetiva nessa discussão. Pretendo formular leis, projetos, e ajudar de forma diferente daquela em que atuei muito, que é no atendimento e na prestação de serviço. Agora em relação ao segundo turno, acho importantíssimo, o nosso governador Agnelo ter serviço de qualidade prestado à nossa cidade. Ele está fazendo um belíssimo governo, o melhor governo da história do Distrito Federal. Acredito que na reta final da campanha, ele será reconhecido pelo trabalho que implementou a favor dos brasilienses. A recuperação do serviço público e a devolução da dignidade à nossa cidade, coloca Brasília de volta ao cenário internacional e do respeito. Por outro lado, a candidatura que se apresenta por uma pessoa que também é um profissional respeitado como Jofran Frejat, é altamente positiva para Brasília. Jofran é um político experiente. Portanto, entendo que se tivermos segundo turno entre Agnelo e Frejat, quem vai ganhar será a população de Brasília.

CP: O que o senhor pensa sobre os problemas que afetam as 22 cidades que circundam Brasília, conhecida como região do Entorno?

RB: A primeira preocupação que tive ao assumir a Secretaria de Saúde, foi pedir audiência para o ministro Alexandre Padilha, cuja pauta era o Entorno de Brasília. Enquanto não tivermos medidas estruturantes de saúde, tudo vai continuar como dantes no quartel d'Abrantes, ou seja, nada vai mudar. Lutei muito para trazer as UPAs para Brasília, como também fiz um grande sacrifício para que três cidades do Entorno avançassem: Águas Lindas, Val Paraíso e Formosa. Em Val Paraíso, a Unidade de Pronto Atendimento recebe em média 400 pessoas para consultas diárias. Val Paraíso está atendendo sua população, bem como ajudando no atendimento de pacientes da cidade de Luziânia e Cidade Ocidental. Formosa também inaugurou a sua com nosso apoio, e está em pleno vapor. Lá em Planaltina de Goiás, a UPA está abandonada e fechada, entretanto, estamos trabalhando para reinaugurar aquela unidade. O nosso projeto é continuar apoiando de forma estrutural as UPAs do Entorno, como também a ampliação da cobertura da saúde na família.

CP: Fale sobre o orçamento que atende a saúde em Brasília?

RB: O orçamento do Distrito Federal gira em torno de R$ 5 bilhões de reais. Mas ainda temos, o Fundo Constitucional. Vale acrescentar, que a folha de pagamento tira de 40 a 60% de nosso orçamento. Trata-se de uma das folhas de pagamentos mais caras do país. Temos em média, 40 mil servidores ativos e inativos. A capacidade de investimento do governo local aumentou na administração Agnelo Queiroz. Hoje a média de investimento é de R$ 5,3 bi ao ano. Quero acrescentar que nunca se ouviu dizer, que na nossa gestão faltou investimento para a saúde. Em momento algum se desviou dinheiro dessa luta, como aconteceu em outros governos. O gasto da saúde é muito crescente, pois a cada dia aumenta a necessidade de nossa população. Ressalto ainda que, a expectativa de vida da população brasileira hoje é maior. E com isso, a demanda da saúde também aumenta. O idoso, por exemplo, necessita de cuidado especial. Estamos implantando dois equipamentos altamente sofisticados na rede de saúde. Um deles já está comprado e o outro em licitação. O primeiro é um aparelho que se chama Pet Scam. É um aparelho para fazer controle de quem tem câncer, ou seja; é como se fosse uma ressonância magnética para pacientes portadores de câncer. Estamos licitando para o HRAM, aquilo que é a maior novidade no mundo. Estamos falando da cirurgia robótica. Teremos até o final do ano no hospital da Asa Norte, cirurgias feitas por robôs. Portanto, avançamos na área da saúde, como nenhum outro governo avançou.

CP: Como o senhor avalia o crescimento de Marina Silva e, como o senhor vê um provável segundo turno, entre ela e a Dilma?

RB: Entendo que o Brasil como a sétima economia do mundo, não pode entrar em uma aventura de uma candidatura vazia. A Marina não tem consciência política. Ela já mudou de partido, pois era do PT, foi para o PV, depois ela tentou construir um partido, o Rede Sustentabilidade, o que não deu certo. Nem isso, ela conseguiu. Foi por incompetência. Com a tragédia que teve, ela assumiu a candidatura em meio a um clamor pela morte do Eduardo Campos. Acredito que as pesquisas e os debates já mostram que a candidatura dela não tem conteúdo. Esse país, não pode entrar numa aventura. Aventura a qual me refiro, está por trás da candidatura de Marina. Ela é contra o projeto de país que está desde a primeira eleição do presidente Lula. Então o que está em jogo é o país que está dando certo. O Brasil novo, que fez a maior distribuição de renda da história. O Brasil novo, que tirou 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza. Esta mesma pobreza migrou para as classes C e D. É esse Brasil novo, que distribui renda. É o país, que hoje está no meio de uma crise internacional, entretanto, continua a crescer. Está crescendo pouco, é fato. Mas, está crescendo! É o Brasil novo que mantém o emprego com carteira assinada; que mantém a renda; que não está arrochando o salário; enfim, é o Brasil que deu certo. Eu pergunto, qual a capacidade de gestão que a Marina tem para enfrentar isso? Ela disse que vai mexer na CLT em ganhos de trabalhadores, ou seja, cada hora ela tem um discurso. Trata-se de um vazio enorme, sem consistência e sem rumo. Tenho a convicção de que quando for aprofundado o debate, o confronto de ideias no segundo turno, não tenho dúvidas da reeleição da nossa presidenta Dilma.

CP: Como o senhor enxerga seu crescimento nas pesquisas?

RB: Vejo com muita satisfação, pois entrei pra ganhar. Não entrei para ser figurante na eleição de Brasília. Sou de uma família política e fui durante o movimento estudantil, líder em meu estado. Lá em Alagoas, presidi o diretório de estudantes e sempre militei politicamente. Participei de todas as campanhas do Agnelo Queiroz e conheço os meandros da política brasiliense. Estou trabalhando muito e, espero que a minha luta seja reconhecida pelos brasilienses de nascimento e coração. Estou ao lado de candidatos respeitados, não só do meu partido, mas de outros partidos também. Tenho a convicção de que o povo de Brasília, vai nos dar um mandato de deputado federal. Certamente horarei os votos do povo brasiliense. Vou continuar todo o trabalho que eu fiz aqui no Distrito Federal, inclusive, replicar isso pra todo o meu país. Esse é meu compromisso!

Clique aqui para ver a pesquisa da Directa para Federal